Resenha: Shadows and Flames – Riverwood

imagem de uma espada apontada para baixo e em chamas com um homem atrás, visto de trás e da sua esquerda. O nome do disco aparece logo acima do da banda, ambos centralizados no rodapé

Reprodução da capa do álbum (© Dawn Warriors Records)

Para um país com uma música típica tão característica, o Egito não colocou grandes nomes do folk metal/metal oriental no mapa ainda, ao contrário de outros integrantes do Oriente Médio como Argélia, Tunísia, Israel ou Líbano.

Mas um interessante quinteto tenta deixar o país em maior evidência. O Riverwood começa 2022 com seu segundo disco, Shadows and Flames, e mostra que cresceu notavelmente em qualidade e maturidade. Uma ótima maneira de estrear o baixista Mohannad Ahmed e o baterista Abdallah Hesham.

Dependendo do quão fechada a sua mente for, você pode talvez negar o parágrafo acima logo ao dar play no lançamento, pois a abertura é um cover de “The Dragonborn Comes (Dovahkiin)”, do lendário jogo The Elder Scrolls V: Skyrim.

Mas depois do interlúdio sinfônico “A Haunting Lullaby”, a obra começa pra valer em “Blood and Wine”, um épico de 12 minutos e meio em que a banda aparece em todo o seu esplendor e mostra que aprendeu bastante desde sua estreia Fairytale (2018). A qualidade do som, a maturidade da produção, a mixagem e o balanceamento dos instrumentos, tudo soa acima do antecessor.

Curioso notar que o disco é meio 8 ou 80: ouvimos ora interlúdios breves, ora faixas épicas; raras são as que apresentam uma duração “convencional”. Também ressalto que só depois de algumas escutadas é que eu descobri que o álbum é duplo (uma parte Shadows e outra Flames), mas não notei nenhuma diferença óbvia entre as duas metades.

No time dos interlúdios, além daquele já mencionado acima, temos a misteriosa “The Shadow”, a empolgante “Babylon” (o momento mais metal oriental do trabalho), e a emocionante “Another World”.

Já do lado épico, “Sands of Time”, “Dying Light”, “Lustful Temptation”, “Queen of the Dark” e “Rise of the Fallen” superam os sete, às vezes até dez minutos, cada qual com seu próprio grau de sucesso. A mais compacta deste grupo, “Queen of the Dark”, vem com um memorável e envolvente solo de hurdy gurdy por Annie Hurdy Gurdy que a ajuda a ficar mais interessante que a relativamente burocrática “Dying Light” (que ganhou vídeo).

Dentre as faixas de duração mais convencional, além do já mencionado cover, temos a instrumental “The Flame” (ou seria ela um longo interlúdio?), com o flautista Hüseyin Pulant, e o encerramento “Solitude” (poderia ser um cover da melhor música do Skyrim, mas é inédita mesmo).

Se a estreia Fairytale soava um tanto engessada e escondia o talento dessa rapaziada egípcia, Shadows and Flames passa com folga na tal da “prova do segundo disco” e começa a desenhar a presença do Riverwood no panteão do metal oriental.

Avaliação: 5/5.

Abaixo, o clipe de “Dying Light:

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