Resenha: MMXX – Sons of Apollo

Reprodução da capa do álbum (© Inside Out Music/Sony)

Em 2020, estão de volta os Sons of Apollo, a tropa de elite musical formada pelo vocalista Jeff Scott Soto (Trans Siberian Orchestra, Talisman, ex-Journey, ex-Yngwie Malmsteen, ex-Axel Rudi Pell), o guitarrista Ron “Bumblefoot” Thal (Art of Anarchy, ex-Guns N’ Roses), o baixista Billy Sheehan (The Winery Dogs, Mr. Big, ex-David Lee Roth, B’z), o tecladista Derek Sherinian (Black Country Communion, ex-Dream Theater, ex-Alice Cooper, ex-Platypus, ex-Yngwie Malmsteen, ex-Kiss) e o baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater, Transatlantic, The Neal Morse Band, The Winery Dogs, Flying Colors, ex-Adrenaline Mob).

É daqueles supergrupos que, se postarem uma foto nas redes sociais, o peso do arquivo esgota a internet de metade dos seguidores. A estreia deles, Psychotic Symphony (clique aqui para conferir minha resenha a respeito), não foi uma obra-prima, mas com certeza não depôs contra o currículo de todos os membros.

Em MMXX, o desafio era aquele típico de segundos álbuns: superar-se. E eles conseguiram. Esteticamente falando, fizeram algo igualmente bem-vindo: tiraram o Sons of Apollo da antiguidade mitológica sugerida pela capa do trabalho de 2017 e trouxeram-no direto para a terceira década deste século. É exatamente este o objetivo por trás da capa, que traz o emblema da banda todo modernizado.

Fazer melhor que antes não era lá uma missão impossível. Todo grupo com um mínimo de competência demonstra do primeiro para o segundo disco uma evolução no entrosamento, se a formação tiver se mantido. E alguém aqui vai colocar em questão a competência desses caras? Não? Ninguém? Ufa.

Eles mantiveram o que funcionou na estreia, que foi a difícil combinação de “espaço igual para todos os membros” e “músicas executadas com força total”. Em outras palavras, nenhum membro rouba o espaço do outro e ao mesmo tempo todos arrebentam e confirmam o prestígio que têm em cada uma de suas funções. É o melhor de cada um na forma de riffs, solos, viradas e berros.

A abertura e primeiro single “Goodbye Divinity” tem aromas, especialmente em sua introdução, de “New Millenium”, uma das poucas músicas da era Sherinian do Dream Theater. “Wither to Black” e “Asphyxiation” chegam logo depois, têm alguns dos melhores solos e são diretas até para os padrões do quinteto.

O clima, a dinâmica e os riffs de “King of Delusion” flertam perigosamente com os de “Black Utopia”, encerramento do álbum solo de mesmo nome que Derek Sherinian lançou em 2003. Mas isto não tira dela o direito de constar entre os destaques. Curiosamente, “Black Utopia” também teve a participação de Billy Sheehan. Outra característica marcante dela é ser iniciada por um concerto sombrio e lisztiano ao piano de Derek. Sua concisão a torna mais interessante até que “New World Today”, o épico encerramento do qual falarei mais adiante no texto.

“Fall to Ascend” parece ser a manifestação de alguém que sofre a tão temida ansiedade. Seu solo se aproxima do metal neoclássico e a coloca na mesma turma de “Wither to Black” e “Asphyxiation”. E a ótima “Resurrection Day” é uma típica peça curta progressiva, com direito a um dos melhores duelos.

“Desolate July” é uma homenagem a David Z., o baixista do Trans-Siberian Orchestra e do Adrenaline Mob que morreu em 2017 num acidente envolvendo o ônibus da turnê desta última. Ele era conhecido de todos da banda, em maior ou menor grau. Ao modo deles, os rapazes executam o único momento da obra toda que podemos considerar como “balada” – ah, se todas fossem assim… autênticas, emocionantes e sem abrir mão da identidade do artista em favor de comercialismos baratos. E faço questão de destacar o trabalho magistral que Derek faz aqui nos teclados, evocando “New Millenium” em alguns momentos mais uma vez.

O épico encerramento “New World Today”… bem, é evidentemente acima da média, não só deles, mas do metal em geral. Só que a própria “King of Delusion” se mostrou superior a ela. Os quase 16 minutos parecem desnecessários, tornando-a uma daquelas famosas faixas “esticadas, não longas”. Ela é intensa e matadora, mas… algum pedaço de MMXX não é?

Na minha análise de Psychotic Symphony, eu sugeri que talvez “num próximo lançamento […] o quinteto ouse mais e fuja dos clichês dos gêneros”. Não diria que eles fugiram dos clichês aqui, mas oferecem uma energia tão abrasadora e uma música tão cativante que ter ou não clichês vira um mero detalhe.

Nota = 5/5.

Abaixo, o vídeo de “Goodbye Divinity”:

Resenha: Cell-0 – Apocalyptica

Reprodução da capa do álbum (© Silver Lining Music)

Após mais uma pausa relativamente longa entre álbuns (este é apenas o terceiro em praticamente uma década), o quarteto finlandês de cello metal Apocalyptica marca 2020 com um disco pra lá de especial: Cell-0, o primeiro totalmente instrumental desde Reflections (2003).

A banda vinha se enveredando por um caminho interessante ao trazer vozes humanas para suas canções. Por mais que os fins comerciais fossem nítidos, eles foram bastante felizes na aventura.

Mas a extensa turnê em comemoração ao Plays Metallica By Four Cellos deixou os fãs e o próprio grupo nostálgicos dos tempos instrumentais. E assim eles decidiram esquecer a cantoria e foram para o estúdio apenas com arcos e baquetas nas mãos. Ainda sem gravadora naquela época, a liberdade criativa foi total. O que rendeu ótimos frutos.

A abertura “Ashes of the Modern World” é um excelente cartão de visitas, mostrando todos os aspectos do Apocalyptica: o peso, a dinâmica, a emoção, a delicadeza, enfim. E essa demonstração continua na épica faixa-título, com quase 10 minutos.

“Rise” lembra “Farewell”, a estupenda peça que marcou o lançamento autointitulado deles de 2005, mas claro que sem alcançar o mesmo nível de grandiosidade – o que não a torna menos incrível, ainda mais se levarmos em conta os sutis acordes ao piano que aparecem na reta final.

A relativamente pesada e certeira “En Route to Mayhem” é um dos destaques, seguida pela não tão empolgante “Call My Name”, que fica abaixo da média puxada por suas companheiras.

“Fire & Ice” tem sua introdução serena adornada com a sempre bem-vinda participação de Troy Donockley (Nightwish) e seus inconfundíveis sopros. Essa jogada é sucedida por uma sequência pesada e intrincada, aproximando o grupo do metal progressivo – algo que o próprio violoncelista Perttu Kivilaakso reconheceu em entrevista ao Music Waves.

A reta final vem com a morna “Scream for the Silent”, que nos instiga com alguns toques sintéticos ao teclado; a esperançosa “Catharsis”, com mais um pouco de piano, e a excelente “Beyond the Stars”, que encerra o disco e a si mesma com forte carga emocional.

Esta faixa, aliás, assim como o terceiro single (“En Route to Mayhem”) lida, ainda que instrumentalmente, com questões ambientais. E o álbum todo gira em torno deste conceito.

Cell-0 é um belo jogo de palavras. A princípio, parece “cello”, o termo anglófono para violoncelo. Mas o título deve ser lido como “cell zero” – célula zero. A célula fundamental. Aquela sem a qual as outras não podem existir. O que isso tem a ver com o meio ambiente? É que, na visão dos membros, existe um elemento básico e não definido que nos falta e, por isso, os humanos acabam destruindo a natureza e as coisas bonitas que ele mesmo construiu.

Cell-0 é um sucessor de Reflections que nunca teria soado assim se tivesse sido lançado logo após o dito-cujo. Os finlandeses não teriam demonstrado tamanha maturidade sonora sem os anos de shows e trabalhos diferentes que lançaram entre um e outro. Ele é a coroação da evolução musical do quarteto e abre 2020 já com uma das obras mais classudas e admiráveis que o ano nos oferecerá.

Nota = 5/5.

Abaixo, o vídeo de “Ashes of the Modern World”:

Post para abrir 2020

Seguindo uma fórmula aplicada a textos anteriores, escrevo aqui para abrir a temporada 2020 de posts no Sinfonia de Ideias. Confira os artistas que deverão lançar novidades neste ano (cuja maioria será evidentemente resenhada aqui), uma lista de sugestões de artistas novos descobertos no ano que passou e otras cositas más…

Instituto Mindset
2019 foi palco de uma grande mudança na minha carreira. Depois de alguns meses dando aulas na unidade Alphaville da Inglês 200 Horas, busquei uma oportunidade no Instituto Mindset e fui selecionado, primeiro para prestar serviços de consultoria em Pinheiros, e depois em Alphaville, onde estou até o momento. Além disso, deixei o Many Press International Group e seus veículos (Granja News, Alpha Times e Always Florida), encerrando um belíssimo ciclo de trabalho que rendeu centenas de matérias, entrevistas, coberturas de eventos e um vasto aprendizado em comunicação.

Álbuns de 2020
Bandas e artistas com material novo a ser lançado em 2020 incluem Bon Jovi, Stratovarius, Helloween, Red Hot Chili Peppers, Nightwish, Diablo Swing Orchestra, Mick Mars, Transatlantic, Green Day, Allen/Olzon, Sepultura, Alice Caymmi, Toehider, Delain, Ozzy Osbourne, Unlocking the Truth, Sons of Apollo, entre outros. Lembrando que, evidentemente, outros artistas poderão anunciar nos próximos meses discos a serem lançados ainda em 2020, e também qualquer um dos citados acima pode postergar o lançamento de seus próximos trabalhos.

Dicas de bandas/artistas novos
Aqui vão indicações de bandas e artistas novos que descobri em 2019. Alguns nem são tão novos assim, mas serão novidade para boa parte dos leitores por serem relativamente desconhecidos. Embedei no nome de cada um deles(as) um link para um vídeo no YouTube contendo um clipe ou uma música do(a) artista, para que você possa experimentá-lo(a).

  • HeKz – ótima banda inglesa de metal progressivo.
  • Eternity’s End – praticamente um supergrupo de power metal sinfônico e intenso que reúne membros do Hibria, do Necrophagist e do Symphony X.
  • Greta Van Fleet – só quem estava em coma ainda não ouviu falar desta banda estadunidense que é ótima na mesma proporção em que são estapafúrdias as afirmações de que eles são a “salvação do rock” ou algo assim. Os garotos foram muito felizes ao executarem uma versão moderna de Led Zeppelin, porém, justamente por referenciarem o passado em demasia, não podem ser idolatrados como vêm sendo. É também por causa disso que eu considerei a conquista do Grammy por parte deles como uma grande derrota para o rock, uma vez que o maior prêmio da música (ainda que apenas um afago na cabeça de quem faz a indústria girar) parece passar para as bandas novas um recado bem direto: não inovem.
  • We Came From Space – excelente projeto recém-fundado de rock progressivo com toques sinfônicos liderado pelo tecladista Bill Hubauer (The Neal Morse Band, ApologetiX).
  • Paddy and the Rats – mais um presente da globalização: uma banda de punk celta com foco em temas de pirataria oriunda da… Hungria, país que sequer tem saída para o mar.
  • Vakan – bom novo grupo gaúcho de heavy metal tradicional com toques de thrash e power.
  • Cosmosquad – trio estadunidense de rock instrumental, misturando principalmente jazz e progressivo.
  • Eric Gillette – considerado por alguns como um futuro John Petrucci, o guitarrista que acompanha a The Neal Morse Band já mostrou duas vezes ter calibre artístico para uma carreira solo. Não bastasse ser um fenômeno em seu instrumento principal, ele é ainda um competente cantor, baterista e tecladista.
  • Not Otherwise Specified – ótimo grupo estadunidense de rock progressivo.
  • Soen – a banda começou como um supergrupo sueco constituído de membros de grupos de metal extremo. Hoje, nem todos os integrantes são conhecidos, mas eles seguem fazendo um bom rock/metal progressivo.
  • Gary Clark Jr – um estupendo bluesman texano que faz todas as lendas caídas do gênero sorrirem em seus túmulos. Poucos nomes recentes fazem com que suas guitarras se transformem em extensões de seus corpos, na melhor escola Jimi Hendrix, como este sujeito faz.
  • The Devil Makes Three – trio estadunidense que revive o bluegrass tão tradicional em seu país de origem e lamentavelmente tão desconhecido neste lado da América.
  • Darkwater – empolgante banda sueca de metal progressivo. Os rapazes já têm uma certa experiência, tendo dividido o palco com nomes importantes há mais de uma década, mas lançaram apenas três discos.
  • Čao Laru – um agradável grupo sediado no Brasil mas que vem parcialmente de outro país; que faz uma MPB primorosa adornada com elementos folclóricos em português e em outra língua de origem latina; e que se engaja politicamente, defendendo desde o básico (ser anti-Bolsonaro) até bandeiras mais lamentáveis como “#LulaLivre”. Poderia estar falando do Francisco, el Hombre, mas na verdade me refiro ao grupo franco-brasileiro Čao Laru mesmo.
  • Marko Hietala – ele não é nada novo para quem acompanha o Tarot e o Nightwish, bandas nas quais canta e toca baixo. Mas em 2019 ele decidiu iniciar sua carreira solo. Fez isso primeiro em sua língua nativa (finlandês), e agora em 2020 pretende relançar seu álbum em inglês.
  • Reflexicon – descobri por acaso este desconhecidíssimo e promissor grupo de rock/metal alternativo.
  • Abraskadabra – depois de Goiás dar à luz o Gloom, foi a vez do Paraná nos presentear com mais um empolgante nome de ska punk brasileiro: o Abraskadabra.
  • Belle Trio – se você gosta de rock instrumental com toques de jazz, música latina e muito groove, não deixe de conferir este trio brasileiro liderado pelo gabaritado guitarrista Wiliam Belle.
  • The HU – eles não foram os primeiros a misturar heavy metal com música típica mongol, mas por terem realmente nascido e morado na Mongólia, acabaram responsáveis por colocar o país asiático definitivamente no mapa do metal mundial.
  • Malabaristas de Semáforo – excelente novo nome carioca do rock nacional. Um power trio que mistura com primazia elementos diversos do rock, evocando aquele som típico do rock oitentista feito por aqui.
  • Carbônica – outro ótimo nome recente do rock nacional, desta vez de Guarulhos, na Grande SP. Como o grupo mencionado acima, misturam vários aspectos de rock, incluindo indie, alternativo, pop e punk.
  • Sascha Paeth’s Masters of Ceremony – todo mundo que conhece power metal um pouquinho além do óbvio conhece Sascha Paeth: renomado guitarrista e produtor alemão que deixou sua marca em dezenas de discos importantes do gênero. Em 2019, ele finalmente tomou a sábia decisão de iniciar um projeto para chamar de seu.
  • Alien Weaponry – este trio neozelandês faz (muito) bonito ao misturar thrash metal com elementos de sua tribo de origem, os Māori.
  • Virkam – excelente projeto brasileiro de metal oriental progressivo que faria os integrantes do Symphony X e do Myrath abrirem largos sorrisos em seus rostos. É isso mesmo que você leu.
  • Eden Seed – divulgados com a primeira banda do mundo a conter uma guitarrista muçulmana, o grupo brasileiro Eden Seed faz um heavy/thrash metal de responsa e bastante sério, a despeito do clipe que eu linkei acima.
  • Richard Henshall – guitarrista e tecladista do Haken, Nova Collective e To-Mera, Richard Henshall é um dos músicos mais relevantes do metal progressivo moderno e reforçou isto em sua estreia como artista solo em 2019.
  • RedLizzard – bom representante do rock ‘n’ roll português, variante regional curiosamente não muito explorada por aqui.
  • Lee Luland – outro guitarrista inglês do metal progressivo moderno, desta vez mais conhecido pela ótima banda Prospekt. Lee Luland optou por fazer um disco de metal progressivo neoclássico totalmente instrumental e foi muito feliz nisso.
  • Beto Lee – o filho da Rita Lee e atual guitarrista de apoio dos Titãs não poderia ser exatamente classificado como “novo” ou “desconhecido”. Mas é provável que pouca gente saiba da carreira solo dele, que rendeu dois interessantes discos de bom rock ‘n’ roll e mostra que ele não só poderia mas deveria ter sido aproveitado também como vocalista pelo lendário trio paulistano.
  • Skyharbor – este projeto indo-estadunidense que já envolveu o atual vocalista do TesseracT (Daniel Tompkins) faz uma interessante mistura de metal progressivo com metalcore e outros sub-gêneros do metal.
  • Universe Effects – algumas semanas atrás, começou a tocar uma música no meu carro e eu não sabia dizer se era Dream Theater ou alguma das muitas bandas que têm ou tiveram Neal Morse como membro. Quando chequei meu iPod (sim, eu ainda uso um desses), constatei que era Universe Effects. Creio que esta historinha diga o suficiente sobre esses canadenses.
  • Southeast Desert Metal – eles reclamam o título de “banda de metal mais isolada do mundo”, por virem de uma aldeia aborígene no coração do país-continente Austrália. Encontrei os ditos-cujos numa lista de bandas indígenas do mundo todo publicada pela Heavy Mag, mas o som deles não tem qualquer elemento de música local, ficando a questão indígena reservada para o visual mesmo. A música é mais aquilo que o próprio nome do grupo diz: heavy metal áspero e cru como o solo desértico australiano.
  • Catchlight – encorpado representante do metal progressivo francês.
  • Nine Treasures – muito antes do The HU mencionado acima conquistar a imprensa e os fãs, o Nine Treasures já fazia metal mongol de qualidade – exceto pelo fato de que eles não são da Mongólia de fato, e sim da Mongólia Interior, uma região chinesa.
  • Chris Stapleton – um dos mais populares artistas estadunidenses de country rock moderno.
  • KALEO – eu costumo torcer o nariz para o indie rock em geral, mas estes islandeses fazem uma versão do gênero que incorpora o rock ‘n’ roll em doses cavalares, o que contribui grandemente para a qualidade do som deles.
  • Katie Kadan – esta brilhante cantora participou de uma edição recente do The Voice original e, mesmo não tendo se sagrado vencedora, conseguiu calibre para lançar uma ótima estreia solo.
  • Black Bell Tone – e tome mais um ótimo novo nome do rock nacional, agora do Rio Grande do Sul. Como o Malabaristas de Semáforo e o Carbônica, eles misturam indie, alternativo, pop e punk, mas ainda soam autênticos, tal como as outras duas novidades que citei.
  • The Dead South – outro ótimo grupo jovem estadunidense de bluegrass.
  • Gloryhammer – possivelmente a banda de power metal sinfônico mais deliciosamente ridícula em atividade, esses anglo-suíços fazem o Twilight Force soar como um grupo sério e maduro.

Ao som de Nirvana.