Post para abrir 2013

Já faz um bom tempo que o Sinfonia de Ideias não dá sinal de vida – quase dois meses. É que o maestro andou ocupado, e os assuntos escassearam. Para não dizer que eu ainda não tenho do que falar mesmo depois de uns 50 dias inativo, farei aqui um pequeno resumo do que podemos esperar para 2013; assuntos que, potencialmente, renderão posts no blog.

Álbuns de 2013

O assunto principal deste blog é música, certo? Sendo assim, comecemos por ele então: Que resenhas os sinfoneiros podem esperar ver aqui? Bom, fazendo uma lista rápida, de cabeça, teremos em 2013 os novos álbuns de: Helloween, Stratovarius, Bon Jovi, Tierramystica, Haken, van Canto, Avantasia, e, talvez, Dream Theater, Ayreon e Motorocker. O do Helloween será lançado nesta semana, e a minha resenha já está em produção – deve ser publicada logo menos. Fique de olho!

Wikivoyage

O Wikivoyage é um dos novos filhote da Wikimedia Foundation (o outro é o Wikidata). Neste projeto, o objetivo é criar artigos de viés turístico sobre lugares do mundo todo (desde um continente inteiro até uma rua ou um parque). Como praticamente não é necessário citar fontes, muito menos manter um tom neutro na escrita (é um guia de viagens, oras), então eu recomendo o projeto para quem quiser começar a se aventurar no mundo da Wikimedia – afinal, a linguagem e a edição dele são muito menos burocráticas que as da Wikipédia. Já existem versões do projeto em inglês, em português e em sete outras línguas.

Falando em Wikimedia… o Movimento Wikimedia Brasil estará presente na Campus Party Brasil 2013, que acontecerá de 28 de janeiro a 3 de fevereiro, no Anhembi Parque, em São Paulo. Eu sou um dos possíveis voluntários que comparecerão ao evento, o que poderá resultar em um bom post para o próximo mês. Aguardem!

Golpe na PUC

O futuro na PUC segue incerto e o clima político está quente. Cada lado da guerra está usando todas as suas armas jurídicas. Eu estou cozinhando um post sobre o assunto desde o ano passado – se o primeiro semestre render mais alguma coisa, eu o solto. Se o clima esfriar, o que eu duvido muito que aconteça, eu deixo o texto na lixeira e vocês jamais saberão o que eu pensava exatamente do golpe, da greve e das suas consequências. Bwahaha.

Eu ainda não sei como serão minhas aulas neste ano, mas sei que pelo menos a produção do meu suado TCC está garantida. O tema dele já está decidido, mas vou aguardar antes de anunciar publicamente.

Plano diretor de Cotia

Se você acha que a eferverscência política na minha vida irá se limitar à PUC, está enganado(a). O meu bairro chegou a um momento decisivo. Até junho deste ano, a prefeitura de Cotia deve votar o novo Plano Diretor da cidade, que pode permitir a construção de prédios com mais de quatro andares – algo proibido hoje. Ou melhor, quase. Tudo é facilmente burlável – no caso, basta comprar um terreno que esteja em declive para baixo do nível da rua. Pela lei, não são considerados os andares subsolos, o que possibilita a construção de prédios com, digamos, oito andares: dois ou três acima da rua, que são os “que valem”, e mais cinco ou seis “subsolos” – para todos os efeitos, é um prédio.

A situação é crítica e as consequências serão graves, por isso, peço a todos que moram em Cotia e arredores que deem atenção especial ao assunto, que será coberto em todas as mídias da região, incluindo no Granja News, onde eu trabalho hoje, e neste blog.

“Mas Victor, peraê, você não mora em Carapicuíba?” – Sim, moro. Mas e daí? O que acontecer em Cotia me afetará diretamente – o trânsito infernal será apenas o mais óbvio dos exemplos. Por isso mesmo que eu disse: “[…] peço a todos que moram em Cotia e arredores que deem atenção especial ao assunto.”

Ok, confesso, eu fiz um post recentemente…
…só que eu fiz apenas para o Whiplash. É uma lista com dez paródias do “Weird Al” Yankovic. Havia poucas menções a ele no site, e como ele já brincou muito com rock e metal, eu achei digno fazer o texto. Clique aqui para conferir!

Dicas de bandas novas
Abri a lista com música, e com música a fecharei Aliás, fecharei a lista com outra lista. Em 2012, como sempre, descobri novas bandas. Bem, algumas não são tão novas assim. Algumas são até bem velhas. Mas enfim, descobri. E listo-as abaixo para quem quiser uma oportunidade de também descobrir algo novo (e bom). Eu ia colocar um vídeo para cada uma, mas aí o post ia ficar gigantesco, difícil de ler e lento para carregar, então, embuti um link para o YouTube em cada uma das bandas/artistas.

  • Dreamtale (power metal clichezão)
  • Trick or Treat (power metal fortemente influenciado por Helloween – começaram como uma banda cover deles, afinal)
  • Adrenaline Mob (heavy/groove metal, com Mike Portnoy na bateria, Russell Allen nos vocais e Mike Orlando nas guitarras)
  • Flying Colors (O mesmo Portnoy na bateria/vocais, Neal Morse nos teclados/vocais, Casey McPherson nos vocais/guitarra, Steve Morse na guitarra/violão e Dave LaRue no baixo. Precisa dizer mais alguma coisa?)
  • Motorocker (hard/blues rock, começaram como banda cover do AC/DC, mas agora lançam músicas originais com excelentes letras. Produto nacional! \o)
  • Calle 13 (hip-hop/reggaeton/música latina/música urbana. Na verdade, eu já havia descoberto essa banda em 2008, mas só ano passado resolvi ir atrás de outras músicas deste grupo de Porto Rico, e não me arrependi nem um pouco. Letras inteligentes, críticas e politizadas, aliadas a sons ecléticos e modernos)
  • Dezperadoz (country metal. A melhor banda que conheço do gênero, fazendo uma maravilhosa mistura de sons do velho oeste com o peso do heavy)
  • Haken (metal progressivo. Um ótimo grupo, com músicas criativas e divertidos interlúdios com clima jazz)
  • Theocracy (power/white metal. Eu sou ateu e curti esta banda cristã. Fica a dica da qualidade dos caras)
  • Sinbreed (power metal, também na vibe do Helloween – de fato, o vocalista lembra muito o Andi Deris)
  • The Kordz (metal/rock oriental. Banda nova que adiciona toques do oriente médio ao seu som relativamente leve para uma banda de metal)
  • Farzad Golpayegani (metal progressivo/oriental feito por um guitarrista iraniano que faz músicas instrumentais. Merece aplausos não só pelo som, mas pela iniciativa de fazê-lo em um país tão intolerante com sons ocidentais)
  • Terra Celta (folk/celtic rock com letras inteligentes e divertidas aliadas ao clima irlandês trazido pelos instrumentos exóticos. Mais um produto nacional! \o)
  • Beyond the Bridge (metal progressivo/sinfônico. Achei meio sem sal a princípio, mas, ouvindo melhor, percebi que não se tratava de uma banda qualquer)
  • Fresno (É isso mesmo que você leu. O álbum mais recente deles, Infinito, foi o que finalmente me mostrou que eles não são mais uma banda emo. Na verdade, a instrumentação do disco está bastante densa e rica, muito acima do lixo que se ouve hoje de bandas que ainda não saíram da fase emo/happy)
  • Acyl (metal étnico/tribal, meio africano, com toques que lembram de System of a Down a Myrath)
  • Hardline (hard/glam dos anos 80, daqueles bem saudosistas)
  • Diablo Swing Orchestra (metal sinfônico/swing. A banda mistura metal com instrumentos de swing e música clássica (trombones, violoncelos, trompetes), criando uma combinação inusitada que deu muito certo (com eles, pelo menos))
  • Bak (metal oriental com toques progressivos)

Ao som de B’z.

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Nem todos os candidatos de Carapicuíba estão à altura da cidade

Como muitos dos meus leitores devem saber, eu moro em Carapicuíba. É uma cidade humilde e pequena, espremida entre Osasco, Barueri, Jandira e Cotia, esta última sendo praticamente uma segunda casa para mim, fora São Paulo, é claro. Apesar do tamanho diminuto, a população, por sua vez, é numerosa: já somos quase 400 mil, o que nos coloca entre as 60 mais populosas cidades do Brasil (considerando que são 5564 municípios no total, é uma posição respeitável).

Andei dando uma lida nos planos de governo dos cinco candidatos à prefeitura da cidade, que são disponibilizadas gratuitamente no site do TSE. Para acessá-los, basta clicar aqui e procurar por “Carapicuíba” no campo de pesquisa do canto superior direito. Depois, é só clicar no “+” ao lado do número de candidatos a prefeito, visualizá-los individualmente e clicar em “Proposta” no perfil de cada um. O método para ver propostas de candidatos de outras cidades é o mesmo.

Enfim, os planos: Só duas das cinco propostas apresentadas (afinal, são cinco candidatos) podem ser levadas a sério, ao meu ver: A do atual prefeito Sergio Ribeiro (PT) e a do ex-deputado estadual Marcos Neves (PSB). O plano do petista, evidentemente, serve não só como espaço de exposição de propostas mas também como propaganda, exaltando as suas atuações na gestão que acaba no final deste ano. Sergio promete ampliar os projetos que implantou na cidade, basicamente.

Já o plano do psbista traz várias sugestões interessantes, como a criação de mais linhas da EMTU (embora isso não dependa apenas dele) e a instalação de internet wi-fi em praças públicas. Além, é claro, dos problemas de sempre: educação, saúde, trabalho, etc. Dentre os planos apresentados, é o mais coerente com a realidade da cidade, lembrando que, evidentemente, não será cumprido em sua totalidade, como é de praxe na política brasileira.

A proposta do candidato do PT do B, Dr. João Pereira, chega a ser risível: não rendeu mais do que uma página de texto, e contemplou apenas a área da saúde (ATUALIZAÇÃO DE 7/10/12:: mais tarde, em uma entrevista, ele se explicou dizendo que apenas “priorizou” a área e rapidamente citou outros setores que contemplará em sua administração). Mas ele ainda se saiu melhor que o socialista Osmar Negreiros, do PSOL, que nem sequer apresentou algum plano (além de não ter declarado nenhum bem, o que soa, no mínimo, estranho. Ora, até o populista presidente do Uruguai, José Mujica, exibe com orgulho o seu único bem: um Fusca 1987). O DEMocrata Irmão Aragão (que nome, não?) até apresentou um plano, mas é tão enxuto (ainda que mais elaborado que o quase-esboço do Dr. João) e cheio de lugares-comuns que mal vale um comentário. Ah, vale sim: ele também não declarou nenhum bem. Suspeito, não?

Debate

Os cinco candidatos, com o mediador Fábio Pannunzio servindo de divisa entre os preparados e os “tomara que não seja eleito”. Da esq para a dir.: Sergio Ribeiro, Marcos Neves, Fábio Pannunzio, Osmar Negreiros, Dr. João Pereira e Irmão Aragão. (Foto: André Rizatto/Band)


No primeiro sábado de setembro deste ano, a Rede Bandeirantes promoveu um debate entre os cinco candidatos (que pode ser conferido na íntegra aqui), parte de um programa de debates com candidatos de algumas cidades da Grande São Paulo (e cuja matéria de minha autoria para o Granja News você pode conferir aqui). Neste debate, foi possível confirmar o que eu já suspeitava quando conferi as propostas: Sergio Ribeiro e Marcos Neves são, de longe, os candidatos mais bem preparados (ou, pelo menos, são os que conseguiram causar tal impressão).

Osmar Negreiros, desculpe-me, mas o senhor mal sabe falar. Afora os erros de português, seu discurso carece de coerência e clareza. Algumas das respostas do socialista foram tão confusas que, ao escrever a matéria, tive dificuldades para resumir o que ele quis dizer. Nos anos 60, Chacrinha já dizia o que acontece com quem não se comunica.

Irmão Aragão foi o primeiro e único a trazer para o debate a questão da ficha suja de Sergio Ribeiro, muito bem, clap clap clap. O problema é a maneira como o candidato fez isso: durante os blocos de perguntas, quando ele era perguntado ou perguntava a alguém, mudava de assunto de repente para fazer acusações contra o prefeito. Beirava a comicidade. Ainda mais considerando o fato de que ele supostamente não tem bens.

Quanto à ficha de Sergio, nela constam vários processos por Crime de Responsabilidade (todos, aparentemente, referentes a contas declaradas que não bateram com as contas de facto; pode ter sido tanto por erro quanto por má fé, e não cabe a mim julgar, e sim à justiça, que, aliás, arquivou todos os processos por falta de provas). Outros processos contra o prefeito (também arquivados) incluem crime de furto e improbidade administrativa.

Dr. João Pereira não demonstrou lá muito firmeza, e também não foi lá muito claro, mas eu diria que, num pódio, ele ficaria no segundo lugar, entre Osmar e Aragão, na terceira colocação, e Sergio e Marcos, no topo.

Gostaria de finalizar lembrando que muitos dos candidatos mal sabem que a Granja Viana existe. Marcos Neves esteve em um encontro com moradores de um condomínio de Carapicuíba, e diz-se que o atual prefeito também será convidado futuramente; pode ser uma maneira de lembrar aos políticos de que aqui também há pagantes de impostos – gordos impostos, eu devo adicionar, por se tratar de uma área nobre.

Ao som de Shania Twain. Gostaria de agradecer ao camarada Felipe Fontana, que me ajudou a analisar e esclarecer os processos de Sergio Ribeiro, para que eu pudesse relatar da maneira mais correta possível a atual situação do candidato.