Resenha: Northward – Northward

capa do álbum 'Northward', da banda de mesmo nome. Trata-se de uma foto de Floor Jansen e Jørn Viggo Lofstad vistos de lado e frente a frente, gritando um com o outro, com uma floresta nórdica ao fundo e o nome da banda e do disco abaixo, em vermelho. A foto toda tem um efeito em escala de cinza

Reprodução da capa do álbum (© Nuclear Blast)

Quando soube que Floor Jansen, vocalista do Nightwish e tradicionalmente ligada ao metal sinfônico, juntar-se-ia com Jørn Viggo Lofstad, guitarrista do Pagan’s Mind (banda de power metal progressivo), para formar uma dupla de hard rock, a primeira coisa que pensei foi: “o que colocaram na bebida desses dois?”.

Mas um dos grandes prazeres que a vida reserva para nós, amantes da música, é ter a cara quebrada por surpresas positivas. É o caso do Northward, projeto resultante da união desses dois músicos nórdicos.

O som, obviamente, é bem diferente daquilo que estamos acostumados a ouvir das bandas dos dois. A estreia autointitulada do duo é um álbum de hard rock, mas um hard rock bem moderno e pesado, distante de um rock clássico pra se ouvir na estrada.

No geral, Northward descreve uma trajetória ascendente, ou seja, vai melhorando conforme as faixas avançam. Não no sentido de que cada uma delas é necessariamente melhor que a anterior e pior que a posterior, mas digamos que os melhores momentos vão se concentrando na segunda metade do disco.

O som geral é bastante coeso, ou seja, desde a abertura “While Love Died”, vamos sendo golpeados com riffs fortes nas guitarras de Jørn e os vocais sempre divinos de Floor. Jørn é quem arrisca mais, acrescentando licks e riffs diferenciados à base agressiva das músicas, enquanto que Floor mantém um estilo vocal mais estável (palavra que aqui significa “forte e direto”), lançando-se vez ou outra em terrenos mais doces.

Apesar disso, várias faixas trazem seus charmes particulares: o interlúdio acústico em “Get What You Give”, o dueto de Floor com sua irmã Irene em “Driting Islands”, o compasso setenário em “Paragon”, o arranjo acústico (e destoante do restante da obra) de “Bridle Passion”; e o longo encerramento “Northwards”, um ponto alto para Floor, que ganha mais uma oportunidade de mostrar seu lado mais doce.

Uma audição de Northward nos faz concluir duas coisas: a primeira, incontestável, é que a banda deu certo, absolutamente. A segunda é que o entrosamento dos músicos não parece ter atingido ainda seu auge. A dupla, juntamente ao baixista Morty Black, os bateristas Jango Nilsen e Stian Kristoffersen e o tecladista Ronny Tegner, ainda tem espaço para crescer musicalmente.

Nota = 4/5

Abaixo, o vídeo de “While Love Died”:

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