Resenha: My Indigo – My Indigo

capa do álbum My Indigo de My Indigo, projeto paralelo de Sharon den Adel. A imagem mostra a cantora sentada num gramado, de pernas cruzadas, olhando para a câmera, com um cão sentado atrás e à esquerda dela e sendo afagado por ela.

Reprodução da capa do álbum (© BMG Rights Management)

Após uma divulgação inicialmente desastrosa nas redes sociais, que levou muitos fãs a perderem os cabelos (quem não se lembra do “Official Sharon den Adel statement coming soon…” com fundo preto publicado em novembro de 2017?), a cantora holandesa Sharon den Adel tratou de acalmar seus fãs, que normalmente a conhecem por seu trabalho à frente do septeto de metal sinfônico Within Temptation. O que ela tinha para anunciar era nada mais, nada menos que seu primeiro projeto solo.

Muitas vezes, artistas usam carreiras solo paralelas a suas bandas principais para explorarem gêneros com os quais normalmente não lidam. Contudo, digamos que, com My Indigo, Sharon resolveu chutar o balde mesmo.

My Indigo é um disco de pop, puro e simples. Ou quase puro, pois temos um violãozinho aqui e um violoncelinho lá. Mas não tem praticamente nenhuma relação musical com o som que ela desenvolve com o Within Temptation.

Em termos de criatividade, o álbum é fraquíssimo. Uma salada de modismos pop quase totalmente desprovida de momentos verdadeiramente empolgantes ou impactantes. Alguns virão com adjetivos desesperados para tentar colocar o trabalho lá em cima. “Intimista”, “vulnerável”, “introspectivo”, etc. Mas não há etiqueta que se pendure nele que possa esconder a superficialidade de seu som.

Mas My Indigo tem um outro fator que compensa tudo isso. Trata-se de um diferencial bastante difícil de bater: o canto de Sharon. Se ela não fosse dona de uma das melhores vozes femininas em atividade, este projeto seria tão descartável quanto 90% das músicas mais tocadas nas rádios brasileiras.

Pode soar como chuva no molhado, mas a artista é responsável por manter os próprios fãs atentos ao disco do começo ao fim. Claro que os mais conservadores provavelmente o desprezarão logo nos primeiros minutos, se é que chegarão a ouvi-lo.

Mas aí eles deixarão de acompanhar a evolução do álbum, que começa a ficar melhor a partir da terceira faixa, “Black Velvet Sun”. Não que o pop fácil ceda espaço para algo um pouco mais elaborado. Apenas ocorre que as composições ficam mais cativantes e permitem uma exibição melhor da vocalista.

E, ao mesmo tempo em que as canções soam todas artificiais, é improvável que você não encontre ao menos uma ou duas para chamar de “suas”, pois elas são todas bem independentes entre si, como manda o manual do pop – não por um acaso, será o primeiro gênero a abandonar a lógica do álbum.

Nota = 3/5.

Abaixo, o vídeo de “My Indigo”:

Uma resposta para “Resenha: My Indigo – My Indigo

  1. Pingback: Resenha: Resist – Within Temptation | Sinfonia de Ideias

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