Resenha: Apex – Unleash the Archers

Reprodução da capa do álbum (© Napalm Records)

O nome da banda é Unleash the Archers, mas você pode também chamá-la de “uma mistura de Huntress com 3 Inches of Blood que deu certo”. Com uma nova formação mais afiada do que nunca, Apex, quarto lançamento de estúdio, marca uma evolução natural do trabalho anterior, Time Stands Still. Ainda por cima, temos aqui um álbum conceitual, em que um personagem identificado como Immortal é “amaldiçoado” com a imortalidade e ajuda uma outra personagem chamada Matriarch (Matriarca) a encontrar seus filhos para executar um ritual.

Desprovida de qualquer pretensa grandiloquência, a história se desenrola sem querer imitar uma verdadeira metal opera. Pelo contrário, a música consistente e a coesão do disco criam um bom fio condutor para a narrativa se desenrolar.

Eu poderia dizer que o álbum abre muito bem com a poderosa “Awakening”, mas a verdade é que a força do grupo se mantém firme do primeiro ao último acorde, ainda que “Shadow Guide” e “The Matriarch” (a segunda e terceira faixas) não impactem tanto quanto a abertura e o forte single “Cleanse the Bloodlines”, a quarta na sequência.

Até há outras faixas mais “mornas”. “The Coward’s Way”, por exemplo, ou a “grandalhona” “False Walls” (que só tem tamanho) e “Call Me Immortal” (que só empolga tardiamente). Mas são totalmente compensadas pelas supracitadas e pelas outras boas peças como “Earth and Ashes”, “Ten Thousand Against One” (que eleva o conceito de “Battle Metal” a um novo patamar) e a épica faixa-título, que encerra a história.

Tirando proveito da frutífera química musical entre os membros e também de uma produção notadamente superior às anteriores, Apex se mostra o melhor lançamento do grupo canadense e consolida a atual formação do quinteto como uma postulante ao status de “clássica”.

Nota = 5/5. O Unleash the Archers sempre abordou batalhas e temas correlatos em suas letras, mas nunca soaram ridículos como um razoável número de bandas que trilham o mesmo caminho. Aqui, ganha-se pontos pelo refinado resultado final que o produto atingiu. Não dá para ignorar os temperos thrash e death, mas o fato é que eles já completam dez anos dando uma bem-vinda lufada de renovação ao power metal mundial.

Abaixo, o lyric video da faixa “Cleanse the Bloodlines”:

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