Post para abrir 2017

Seguindo uma fórmula aplicada em textos anteriores, escrevo aqui para abrir a temporada 2017 de posts no Sinfonia de Ideias. Confira as bandas que deverão lançar novidades neste ano (cuja maioria será evidentemente resenhada aqui), uma lista de sugestões de bandas novas descobertas na loucura que foi o ano passado e otras cositas más…

Mundo Estranho
2016 marcou minha entrada como freelancer na Revista Mundo Estranho, do Grupo Abril. Trabalhar numa revista de grande circulação e que eu acompanho desde o nascimento – ainda tenho a primeira edição! – foi evidentemente um grande momento da minha carreira. A maioria das matérias que fiz ainda estão somente nas edições impressas, mas duas delas já foram para o site e você pode conferi-las aqui e aqui.

Camerata Filarmônica Granja Vianna
Uma das grandes novidades de 2016 foi a Camerata Filarmônica Granja Vianna, iniciativa do Granja News, um dos jornais para os quais escrevo, que contou com o apoio de diversas outras entidades (veja no link acima), inclusive este que vos escreve. O primeiro concerto do grupo ocorreu na noite do dia 6 de dezembro e você confere os detalhes aqui e aqui, nas páginas 4 e 5.

Álbuns de 2017
Bandas e artistas com material novo a ser lançado em 2017 incluem Nova Collective, Residente, Unlocking the Truth, Rhapsody of Fire, Bad Salad, Deep Purple, Next to None, Far From Alaska, Sepultura, Prospekt, Anette Olzon & Jani Liimatainen, Until Rain, Heavatar, Fastball, Diablo Swing Orchestra, Titãs, Labyrinth, Tierramystica, Linkin Park, Flying Colors, Dir en grey, X Japan, Rammstein, System of a Down e Ayreon. Lembrando que, evidentemente, outras bandas poderão anunciar nos próximos meses discos a serem lançados ainda em 2016, e também qualquer uma das bandas acima pode postergar o lançamento de seus próximos trabalhos.

Dicas de bandas/artistas novos
Aqui vão indicações de bandas e artistas novos que descobri em 2016. Alguns nem são tão novos assim, mas serão novidade para boa parte dos leitores por serem relativamente desconhecidos. Embuti no nome de todos um link para um vídeo no YouTube contendo um clipe ou uma música do artista, para que você possa experimentá-lo.

  • Native Construct – uma das boas novas bandas de metal progressivo
  • Filipe Catto – ganhou notoriedade por sua voz feminina no melhor estilo Ney Matogrosso. Embora seu álbum mais recente, Tomada, seja bem chatão, tem um álbum e um EP pregressos que valem a pena uma ouvida.
  • Project46 – uma das grandes novidades do metal nacional. Instrumental bem pesadão aliado a letras ácidas com críticas sociopolíticas – e cantadas em português!
  • Bad Salad – provavelmente a melhor banda de metal progressivo em atividade no Brasil, e um dos bons novos nomes do gênero.
  • Francisco, el Hombre – de forma incontestavelmente justa, este grupo meio brasileiro, meio mexicano de MPB, música latina, música folclórica e rock vem ganhando as atenções de fãs e da mídia com música agradável e letras bastante francas e necessárias para os dias atuais.
  • Dom La Nena – se alguém um dia te contasse que uma jovem violoncelista brasileira cravaria seu nome internacionalmente misturando música clássica com MPB em francês, inglês e português, você provavelmente mandaria a pessoa se tratar. Mas foi o que esta doce moça gaúcha conseguiu.
  • Cavaleiro Dragão – a instrumentação crua, somadas às letras sombrias e à arte oldschool podem fazer você achar que trata-se de uma joia perdida dos primórdios do metal brasileiro, mas e só o Cavaleiro Dragão, um grupo recente de heavy metal tradicional no qual todos devemos ficar de olho.
  • Overfuzz – diretamente de Goiânia, outra grande novidade nacional, passeando pelo grunge, o punk, o heavy metal e o alternativo.
  • Armahda – uma espécie de Sabaton tupiniquim, o Armahda usa um impecável instrumental com elementos de thrash para dar base a letras que resgatam importantes momentos da história do Brasil.
  • Eu Acuso! – na mesma linha do Hempadura, este grupo gaúcho tem algumas das letras mais ácidas e desconcertantes do rock nacional, mescladas com um forte instrumental.
  • Cavern – banda de metal instrumental com elementos de grunge, metal alternativo e stoner rock.
  • Black Moth – se o Black Sabbath e o Far From Alaska fizessem aquela fusão do Dragon Ball Z, o resultado soaria mais ou menos assim.
  • Alabama Shakes – talvez o nome mais famoso da lista, pois foram sensação no último Grammy (sim, ainda tem música boa no Grammy). Um rock calcado no blues que foi ganhando uns elementos mais modernos no segundo álbum. Se você ainda não conhece, corra para tirar o atraso!
  • Alarion – esta nova metal opera não está no mesmo nível de um Avantasia, mas mostrou ser capaz de fazer boa música e juntou um time bem interessante. Vale uma ouvida!
  • Stolen Byrds – já estão em seu segundo álbum, mas ainda posso chamá-los de novidade do rock nacional. Se o primeiro álbum era uma compilação de boas peças de hard rock classicão, o segundo lançamento, que levou o nome do grupo, mostrou um lado muito mais diverso dos rapazes paranaenses.
  • A-WA – já ouvi música em muitas línguas e continuo achando que o árabe sempre soa muito bem – mesmo sem entender porra nenhuma. As três irmãs do A-WA ganharam atenção mundialmente com sua música iemenita misturada a elementos eletrônicos produzida diretamente de Israel, onde vivem.
  • Unlocking the Truth – grata surpresa de Nova Iorque, este trio de adolescentes negros rompeu paradigmas e se tornou um dos nomes mais promissores do metal atual.
  • Chaos Synopsis – um dos melhores novos nomes do death/thrash metal brasileiro.
  • Twilight Force – confesso que não entendi a empolgação de parte da imprensa especializada com esta banda. Eles nada mais são que um Rhapsody of Fire com um vocal menos enjoado, o que significa que eles merecem sim uma chance de vossa parte – mas nada de colocá-los num pedestal que não lhes pertence…
  • Frost* – não são exatamente uma novidade, mas ainda merecem estar aqui. Este ótimo grupo inglês de rock progressivo são mais uma prova de como o progressivo e o eletrônico estão intimamente ligados.
  • Unerload – bom nome da nova safra do rock brasileiro, demonstrando certa versatilidade, embora nem tanto quanto o Stolen Byrds.
  • AttracthA – outro grande novo nome do metal brasileiro e um dos destaques do ano.

Ao som de Zé Ramalho.

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