Resenha: Underload – Underload

Reprodução da capa do álbum (© Underload)

Reprodução da capa do álbum (© Underload)

Uma cena já meio manjada no Brasil: rapazes se juntando numa banda para tentar resgatar o rock. Tem um número considerável de grupos que obtêm dessa meta o mesmo sucesso que o Brasil batendo pênalti contra o Paraguai em 2011, mas felizmente hoje falaremos de um caso que deu muito certo: o quarteto Underload, de Caxias do Sul (RS).

Com seu álbum de estreia, autointitulado, esses caras podem afirmar com segurança que vieram para realmente fazer jus ao rock clássico, sem deixar de referenciar grandes nomes mais recentes. O site do quarteto gaúcho cita Led Zeppelin, Black Country Communion, Aerosmith, Black Sabbath e The Winery Dogs com influências. E você realmente ouvirá um pouco de cada um deles nas dez faixas do disco!

Apesar de não ser exatamente um álbum de pós-grunge, foi este o gênero que primeiramente me pareceu a cara do trabalho. Não sei se foi o fato da voz do vocalista Beto Vianna lembrar a do Myles Kennedy, do Alter Bridge, ou se foram a produção crua e a sonoridade arranhada que contribuíram para tal impressão.

Mas Underload é bem mais do que isso. Tem a velocidade acelerada do hard rock, o groove característico do blues, e aquela singularidade do rock alternativo. E, por que não, o peso de um heavy e a tecnicidade de um progressivo? Mas para entender o que essa mistura toda vira, só ouvindo mesmo.

Por meio de faixas lentas e fortes como “Burning Higher”, ou então aceleradas e enérgicas como “My Imagination”, e até mesmo a balada com violões “Love Can Wait”, o quarteto demonstra uma diversificação que não foge da proposta central descrita em seu site.

Gostaria de registrar aplausos separados para cada um dos quatro membros: primeiramente a Beto, por possuir uma pronúncia decente da língua inglesa e, o que é mais importante e muitas bandas inacreditavelmente esquecem: ser dono de uma voz verdadeiramente boa; ao baixista Joce Cristóvão, por garantir que seu instrumento fique constantemente audível e relativamente independente da guitarra; e ao guitarrista Sasha Z e ao baterista Maurício Gomes, talvez os principais responsáveis pelo grupo soar franco e natural em todo som que experimenta fazer.

Nota = 4/5. Abençoados são os gaúchos, que raramente erram a mão no rock. Este disco data do início de 2014, portanto, já estamos em tempo de perguntar: quando vem o segundo? Ao menos uma música nova a banda lançou recentemente…

Abaixo, um vídeo de “Burning Higher”:

* O CD Underload foi enviado ao autor do blog via e-mail pela assessoria de imprensa da banda e a resenha foi escrita por sugestão da mesma.

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