Resenha: Treehouse – I See Stars

Breve histórico: I See Stars é um quarteto estadunidense de electronicore e um dos expoentes do gênero. Sua música é marcada por riffs pesados e guturais agressivos dividindo espaço com vocais melódicos e uma rica atmosfera eletrônica – como manda o manual do gênero.

I SEE STARS - TREEHOUSE

Reprodução da capa do álbum (© Sumerian Records)

Aos poucos, a nova realidade do I See Stars foi sendo revelada: Jimmy Gregerson e Zach Johnson estavam fora. O primeiro era um dos guitarristas, uma ausência não tão complicada de suprir. Mas o segundo era apenas o tecladista e vocalista gutural do então sexteto. Como resultado, Devin assumiu todos os vocais (guturais e limpos), enquanto que seu irmão Andrew deixou a bateria para se dedicar à área das teclas e programações. A percussão ficou nas mãos do convidado Luke Holland, do The Word Alive.

Muitos se perguntaram como seria o impacto disso na banda. É difícil dizer se é a mudança de membros a responsável, ou se eles já se direcionavam para isto mesmo na formação antiga, mas a verdade é que os estadunidenses parecem sinalizar um direcionamento para um som mais leve e artificial, seguindo um caminho perigosamente parecido com o do We Came as Romans (cujo último álbum, autointitulado, foi resenhado neste blog).

Se a faixa de abertura “Calm Snow” dita a tônica geral de Treehouse, sua sucessora “Break” quase engana com sua qualidade superior à média do álbum. Mas o restante das faixas revela que a banda quer mesmo é se distanciar do electronicore que ela própria ajudou a moldar. As ótimas “Running with Sissors” e “Mobbin’ Out” até darão uma ponta de esperança, mas vão da água para o vinho quando chega a puramente eletrônica (e nem por isso ruim) “Walking on Gravestones”.

A reta final do álbum, finalmente, faz jus à trajetória do grupo. “Light in the Cave”, “All In”, Portals”… Pode escolher, são todas faixas que valem a pena. O custo para chegar até elas, este sim, é elevado demais. Fãs menos pacientes provavelmente interromperam a audição na quarta ou quinta faixa.

É louvável que o I See Stars tente dar uma repaginada no seu som, e isto é natural, dada a nova formação – mas o flerte perigoso com a electronica nos deixa com um frio na espinha, pensando se no próximo lançamento eles não vão chutar o balde e virar mais uma banda do insuportável “indie pop”.

Nota = 6/10. O electronicore é um estilo perigoso por abrir espaço para elementos normalmente rechaçados pela comunidade headbanger, dando margem para insetos vociferarem que “ishtu num é metau”. Mas quando o eletrônico começa a dar sinais de que vai tomar o espaço das guitarras, fica difícil de defender vocês, amigos.

Abaixo, o vídeo de “Mobbin’ Out”:

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Uma resposta para “Resenha: Treehouse – I See Stars

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