Resenha: The Unforgiving Road – Withem

Breve histórico: Withem é uma das várias boas bandas norueguesas de metal progressivo que o país vem dando à luz nos últimos anos. Formados em 2011, apresentaram-se ao mundo com o álbum The Point of You (2013), com um tecladista fixo e um baixista contratado. Hoje, com o teclado e o baixo trocando de situação, o quarteto surfa na onda criada por nomes como Leprous, Circus Maximus e Pagan’s Mind.

Reprodução da capa do álbum (© Frontiers Records)

Reprodução da capa do álbum (© Frontiers Records)

Depois de um álbum que figurou em algumas lista de melhores do metal progressivo em 2013, o Withem volta com seu segundo lançamento The Unforgiving Road. Entre os dois trabalhos, a banda mudou sua configuração: continua sendo um quarteto, mas agora com o baixista português Miguel Pereira e sem o tecladista Ketil Ronold. O teclado substitui o baixo como instrumento relegado a um músico de apoio. De consolo para nós, brasileiro, fica o fato de que o paulista Neemias Teixeira participou de quatro faixas: “The Pain I Collected” “C’est La Vie”, “The Eye in ihe Sky” e “In My Will”. O restante ficou com Espen Storø (ex-Circus Maximus).

De qualquer forma, a mudança é estranha pela importância do instrumento aqui, ganhando mais destaque que as quatro cordas e tendo mesmo mais protagonismo que no lançamento de estreia. Ao menos o vocalista Ole Aleksander é membro fixo, ele que talvez é o maior destaque da banda e dono de um timbre bastante marcante, que enriquece a obra dos escandinavos.

As faixas de The Unforgiving Road são em geral curtas, porém sofisticadas. Elas trazem aquelo que tem caracterizado as bandas de metal progressivo mais recentes: uma mistura de riffs lentos e grandiosos com jogadas mais velozes e momentos serenos compactados em menos de cinco minutos, com um resultado final que quase os coloca em pé de igualdade com Haken, Special Providence e outras potências emergentes.

Digo “quase” porque, embora não deixe de ser um bom trabalho, The Unforgiving Road não tem nada de espetacular. O amor ao progressivo prenderá sua atenção, mas se você tem um ouvido menos inclinado para este gênero e está apenas caçando bandas aleatórias para conhecer, é improvável que esta ganhe sua admiração com tantas outras opções lançando discaços.

Nota = 7,5. É um bom álbum, mas só. Se você está em busca de bandas novas para conhecer, ouça sem medo, mas não espere este disco próximo, muito menos acima de Affinity ou All That You Fear Is Gone em listas de fim de ano.

Abaixo, o vídeo de “Exit”:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s