Resenha: Espiritual – Alquimia

Breve histórico: projeto paralelo do guitarrista espanhol Alberto Rionda, o Alquimia reúne membros do Avalanch (banda da qual Alberto faz parte) e do Amadeüs, dois grandes nomes do metal espanhol e excelentes bandas de power metal sinfônico – o que só poderia resultar em mais um time de qualidade.

Reprodução da capa do álbum (© Mutus Liber)

Reprodução da capa do álbum (© Mutus Liber)

Dois anos após um excelente álbum de estreia autointitulado, o projeto espanhol Alquimia marcou o final de 2015 com mais um episódio de sua ainda curta história. Espiritual resgata toda a energia e a atmosfera melódica que agradaram em Alquimia.

Como é comum na carreira de Alberto, o álbum mescla faixas rápidas e lentas. Os pontos altos ficam por conta da abertura “Indomable”, da longa “Sol Negro” e do encerramento “Almas Unidas”. “Caballo Branco” e “Morir por Nada” são outras faixas memoráveis. É curiosa a total ausência de baladas aqui, embora haja algumas passagens lentas ao longo do trabalho.

Ainda me surpreendo com o quanto o idioma espanhol cai bem no power metal. Mais até do que o português. Na verdade, o espanhol e suas variantes vão bem em quase qualquer tipo de música, mas há um charme a mais nesta ramificação do metal. A vantagem é que fica mais fácil entender as belas letras que permeiam um instrumental impecável. É um álbum que não traz nada de muito extraordinário, mas acerta ao não abandonar a língua nativa dos integrantes.

Acerta também, e principalmente, ao se manter fiel aos princípios musicais estabelecidos na estreia. Assim, o Alquimia se firma como um nome forte não só do metal espanhol, mas do power metal como um todo. Se você gosta de Stratovarius, Blind Guardian e Sonata Arctica, não há por que não ouvir Alquimia também.

Nota = 8,5. Um disco que passará em branco devido à diminuta fama do Alquimia e também por sua fraca disponibilidade – não está nos iTunes da vida, por enquanto só pode ser comprado diretamente na loja oficial da banda. O que é uma pena, pois o lançamento está em pé de igualdade com Eternal (do Stratovarius, resenhado neste blog) e My God-Given Right (do Helloween, também resenhado aqui).

Abaixo, a faixa “Almas Unidas”:

PS: Este álbum foi lançado em dezembro de 2015. Por motivos de saúde, só foi possível publicar a resenha agora, em 2016.

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