Resenha: We Came as Romans – We Came as Romans

Breve histórico: We Came as Romans é um sexteto estadunidense de electronicore, e um dos principais nomes do gênero. Embora seja uma vertente naturalmente marcada por vocais melódicos, o WCAR nunca teve medo de ir um pouco além, ganhando assim também o rótulo de “metalcore melódico”.

Reprodução da capa do álbum (© Equal Vision Records)

Reprodução da capa do álbum (© Equal Vision Records)

Não é uma surpresa que o quarto álbum do We Came as Romans, autointitulado, seja bem diferente dos primeiros trabalhos da banda. O disco anterior, ironicamente chamado Tracing Back Roots, já dava sinais de um distanciamento do metalcore. Ao grupo, restará lidar com a parcela significativa de fãs que reprovarão o novo direcionamento.

E, neste caso, a intolerância até se justifica. Pois o que antes era mais um bom nome do electronicore, comparável a I See Stars, The Browning, Capture the Crown e Abandon All Ships, agora vira uma espécie de imitação de Linkin Park. É injusto (e até precipitado) logo este álbum receber o nome da banda. Como fez o Stratovarius em 2005, o We Came as Romas autointitula justamente o trabalho que, por enquanto, é o maior candidato a ser o patinho feio de sua discografia.

A abertura “Regenerate” tem o mérito de recuperar os elementos perdidos, mas ao mesmo tempo ilude os inocentes que acharem que ela dita a tônica das suas sucessoras, quando na verdade elas apenas deixam claro que os guturais e riffs djent são passado. Fora esta, só “Tear It Down”, “Defiance” e “12:30” fazem jus aos primórdios do grupo. O resto é quase um pop rock. Na verdade, se não fossem as guitarras, eu ficaria em dúvida se deveria enviar a resenha para o Whiplash.net ou não.

Coloquemos a coisa da seguinte forma: eu poderia passar o dia inteiro listando álbuns para quem quer conhecer o electronicore. We Came as Romans com certeza não estará entre eles. Para um gênero que enfrenta tanto preconceito mesmo dentro da comunidade headbanger, lançar algo assim chega a ser um ato de coragem.

Nota = 4/10. Firmar seu nome numa cena que flerta perigosamente com elementos estranhos ao heavy metal para depois adotá-los como essência é uma atitude perigosa. Há espaço de sobra para ser melódico no metalcore, principalmente na sua variação eletrônica, mas para tudo há um limite – ao ultrapassá-lo, a banda migra para outro gênero, e um que não a mantêm no mesmo nível de antes, tornando-a praticamente irrelevante.

Abaixo, o vídeo de “The World I Used To Know”:

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2 Respostas para “Resenha: We Came as Romans – We Came as Romans

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