Resenha: Stormcrow – Cain’s Offering

Breve histórico: Supergrupo fundado por Jani Liimatainen (ex-guitarrista do Sonata Arctica) e Timo Kotipelto (vocalista do Stratovarius) – só isso já diz muito sobre este quinteto, que traz ainda ninguém menos que Jens Johansson (tecladista do Stratovarius) e os nem tão conhecidos Jonas Kuhlberg (baixo) e Jani Hurula (bateria).

Reprodução da capa do álbum (© Frontiers Records)

Reprodução da capa do álbum (© Frontiers Records)

Queria estar escrevendo para um veículo anglófono só para poder usar a expressão “this album is a blast!”. Em português não soa bem, fica até meio ridículo: “Este álbum é uma explosão!”. É que “explosão” é a primeira palavra que vem à cabeça ao se escutar as primeiras faixas de Stormcrow, segundo disco do supergrupo, lançado após um período de inatividade.

Foram seis anos de inatividade desde o longínquo Gather the Faithful. Nem mesmo uma turnê aconteceu. O máximo que houve entre os membros foi o Blackoustic, que reúne Jani Liimatainen e Timo Kotipelto numa sessão de faixas acústicas. O silêncio foi lentamente sendo quebrado até os detalhes do álbum serem levados a público em abril deste ano.

Enfim, à música: sem firulas, o álbum já deixa claro a que veio na faixa-título, que serve de abertura. Os músicos executam aqui o mais fino power metal sinfônico. A segunda, “The Best of Times” lembra muito Nemesis (resenhado neste blog), do Stratovarius, especialmente por causa dos toques eletrônicos trazidos por Jens Johansson.

“I Will Build You a Rome”, “Constellation of Tears” e “Rising Sun” são as que farão o fã banguear de imediato. Riffs de atitude, acelerados e agressivos. Se você ainda não conhece a banda, provavelmente serão estas as faixas que farão você gostar dela.

Outras peças que merecem comentários à parte são “Too Tired to Run”, que parece ser “só aquela balada aleatória que toda banda de power metal enfia em seus álbuns”, mas logo deságua em um belíssimo encerramento sinfônico; “Antemortem”, cujos riffs lembram muito os trabalhos recentes do Nightwish; e “I Am Legion”, a única faixa instrumental, mas que não traz nada de muito especial além da ausência de vocais.

Acertadamente, membros da banda já haviam adiantado que este álbum era mais “focado” e mais bem produzido. Os instrumentos estão bem dosados, especialmente as guitarras e os teclados, que dão a tônica do disco inteiro do primeiro ao último acorde e são os grandes responsáveis por isto ser um sério candidato a constar em listas de melhores do ano.

Nota = 9,0. O maior êxito de Stormcrow é colocar o nível lá em cima logo na primeira faixa e não deixar cair – é um problema comum a muitos álbuns de power metal a banda perder o gás da metade para o fim. É um lançamento fácil de digerir e chamará a atenção até daqueles que acham que o estilo está saturado. Está mesmo, e é justamente por isso que é preciso louvar trabalhos que se destacam no mar de obras de power metal – é o caso deste.

Abaixo, o vídeo de “Stormcrow”:

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