Resenha: Em Dias Assim – Impéria

Breve histórico: formado em 1996, o quarteto de rock Impéria se conheceu ainda na época da escola e passou por diversas trocas de membros até assumir a atual formação. Com influências variadas, integram o grande grupo de novas bandas de rock nacional tentando um lugar ao sol.

Reprodução da capa do álbum (© Impéria)

Reprodução da capa do álbum (© Impéria)

Em Dias Assim, álbum de estreia do quarteto lançado em 2011, tem produção assinada por Fernando Magalhães, guitarrista do Barão Vermelho. Isso, por si só, já deveria dizer muito sobre o trabalho – mas não espere nada extraordinário. O som do Impéria não é algo muito exato, mas pega nítidas influências de hard rock, rock alternativo, heavy metal, grunge e um pouco de punk só para dar um gostinho. Riffs pesados e arranhadas bem-vindas no violão dividem espaço com vocais melódicos e rasgados. Mas o resultado geral é algo que não empolga.

O Impéria peca por duas coisas: primeiramente, a previsibilidade. Quando ouvi o álbum pela primeira vez, peguei-me adivinhando (e acertando) as palavras que seriam usadas para concretizar algumas das rimas. As letras poderiam ser melhor trabalhadas, pois soam óbvias sem serem diretas. Os vocais de Marcio Deliberalli replicam o problema que marca a maioria das novas bandas novas do rock nacional: não são marcantes, e o vocalista parece inseguro com alguma coisa.

A banda como um todo, aliás, não soa muito segura. Isso fica ainda mais evidente no clipe abaixo, em que os membros pouco se movimentam e pouco interagem com o ambiente e com eles mesmos. Sequer olham para a câmera. O som de Em Dias Assim é todo “para baixo”, sem momentos de esplendor. Falta brilho.

Por outro lado, é louvável que a banda não tenha se rendido às baladinhas românticas e sem sal que as grandes gravadoras e emissoras adoram. Na verdade, os temas são menos fáceis e devem agradar a um público mais exigente. Como destaques, ficam a faixa título, “Dias de Paz” e “Trilhas Abertas”.

Nota = 6,5. É chato não ter como dar nota alta para uma banda iniciante do rock nacional, mas não é que estejamos tão carentes de bons grupos novos. É nítido que tem alguma coisa ali por debaixo do som recatado do quarteto, aguardando a oportunidade de ser liberado. O Impéria é exatamente como o país onde nasceu: um gigante adormecido.

Abaixo, o vídeo de “Eu Sou o que Eu Sou”:

* O CD Em Dias Assim foi enviado ao autor do blog via internet pela assessoria de imprensa da banda e a resenha foi escrita por sugestão da mesma.

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