Resenha: The Congregation – Leprous

Breve histórico: Originalmente apenas uma banda de apoio de Ihsahn, do Emperor, o Leprous passou os últimos dez anos se aventurando fora da sombra do músico norueguês e faz parte do primeiro escalão de uma leva de boas novas bandas de metal progressivo encabeçadas pelo Haken.

Reprodução da capa do álbum (© Inside Out Music)

Reprodução da capa do álbum (© Inside Out Music)

O que sempre diferiu o quarteto norueguês de outras bandas similares é o tom “down” de suas faixas e o ambiente sombrio que eles criam em torno de sua música. É uma discografia de uma melosidade que pode até afastar os proggers mais exigentes – o que os deixará alheios a um som que traz qualidade incomum para um grupo que não costuma se arriscar no caminho da fritação que outros nomes do progressivo apreciam.

The Congregation soa repetitivo na primeira audição, e deixar o CD tocar em loop algumas vezes pode ser necessário para entender melhor a identidade de cada faixa. Quem for impaciente pode deixar passar um material valioso.

A abertura “The Price” tem um quê de Apocalyptica em suas palhetadas rápidas. “The Flood”, com seu riff martelante e repetitivo, também lembra o quinteto finlandês, especialmente seu álbum mais recente, Shadowmaker (resenhado neste blog). “Third Law” tem a técnica daquelas bandas djent que vêm fazendo sucesso considerável.

A introdução no baixo de “Rewind” lembra a introdução de “Domination”, do Symphony X. Já o encerramento, com toques de death metal, mostra que o grupo não tem medo de colocar o pé em outros terrenos – e isso faz dela o ponto alto do disco. O ritmo de “Triumphant” faz com que ela pareça uma introdução que nunca chega a lugar nenhum, como “Crow Town” do HORSE the band.

Uma coisa que parece ser comum a todas as faixas é um encerramento forte. Mais do que isso, todas elas evoluem de forma clara – é aí que o álbum ganha muitos pontos, e é por isso que ele merece ser classificado como um trabalho de metal progressivo, já que as faixas não são tão longas, e praticamente não há solos, momentos nos quais os membros de grupos similares costumam mostrar todo o esplendor de suas habilidades.

Nota = 8,0. A não ser que você seja um fã de carteirinha do Leprous, The Congregation demora para agradar e vai precisar de uma boa mastigada para a digestão apropriada. Mesmo com três faixas passando dos sete minutos, atrevo-me a dizer que faltou uma canção épica, que virou uma espécie de item indispensável nos trabalhos de metal progressivo. A banda já criou faixas assim e o resultado foi positivo. No geral, o disco traz o carimbo inconfundível do Leprous e deverá constar nas listas de fim de ano dos sites especializados em rock/metal progressivo.

Abaixo, o vídeo de “The Price”:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s