Resenha: Rock Brasil – Motorocker

Breve histórico: um verdadeiro AC/DC brasileiro, de fato o quinteto paranaense Motorocker começou como banda cover da lenda australiana, mas desde o início deste século vem lançando álbuns com composições próprias, a maioria em português mesmo. Das bandas de hard rock do Brasil, é uma das poucas que não soa forçada ao falar de bebidas, mulheres e rock ‘n’ roll.

Reprodução da capa do álbum (© Marcelus dos Santos)

Reprodução da capa do álbum (© Marcelus dos Santos)

Com um “quê” de patriotismo, Rock Brasil chegou às lojas no ano passado, e é um CD relativamente difícil de ser encontrado (não está no iTunes e outras lojas virtuais, por exemplo). Em São Paulo, está disponível na Galeria do Rock, mais precisamente na Die Hard. E é uma compra que compensa cada centavo.

Seguindo os passos dos australianos do Airbourne, que lentamente deixam de ser apenas “aquela banda que parece o AC/DC”, o Motorocker deixa mais evidente aqui seu som próprio e entrega um trabalho bem diverso – ficando ainda mais longe do AC/DC que o quarteto também australiano. Músicas como a faixa-título (que também é a abertura), “Curva de Rio”, “Loco de Gole” (duas odes seguidas às experiências com etílico) e “Rockeiro Brasileiro” satisfarão os fãs de sempre do quinteto, enquanto que a pesada e agressiva “TCO”, a politizada “Periplaneta” e até a calma e surpreendente “Estação das Almas” poderão ajudar a recrutar novos membros para a “malária” ou “bugrada”, como o grupo se refere aos fãs.

Os riffs cativantes são os pontos fortes deste que é o terceiro disco de inéditas do quinteto, e a originalidade deles demonstra um avanço em termos de capacidade de criação. Um trabalho que passou despercebido, que merecia ter figurado entre os melhores lançamentos do rock nacional de 2014, juntamente a Nheengatu, dos Titãs; modeHuman, do Far From Alaska; e Mercado da Morte, do Hempadura (todos resenhados neste blog).

De quebra, o CD traz como faixas bônus as três músicas que compuseram o single “Estação das Almas”, de 2012.

Nota = 9. É gratificante ver que a banda se distancia mais do som do AC/DC e já segue um caminho próprio, ainda que sem perder o quinteto australiano de vista. O patriotismo evidente de algumas das faixas também dá um toque necessário de brasilidade ao trabalho, para deixar claro que, por mais que as bandas gringas tenham influência direta no som do Motorocker, isso ainda se trata de um projeto de brasileiros.

Abaixo, um vídeo de uma apresentação ao vivo de “Rock Brasil”:

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