Resenha: Singing Bird – Koshi Inaba

Breve histórico: Agilidade e energia no palco, talento e criatividade no estúdio. Esta é a melhor fórmula para um vocalista se tornar admirado e carismático, e o japonês Koshi Inaba parece ter tirado isso de letra em suas três décadas de carreira cantando e escrevendo letras para a dupla de rock B’z, recordista de vendas na Terra do Sol Nascente.

Reprodução da capa do álbum (© Vermillion Records)

Reprodução da capa do álbum (© Vermillion Records)

Marcando o quinto trabalho solo de sua carreira, Singing Bird é lançado quase um mês após New Horizon, do seu colega de banda Tak Matsumoto (resenhado neste blog). Como nos discos anteriores, dois sabores contraditórios se misturam: “já ouvi isto antes” e “ei, isto é novo”. Da serena e quase folk faixa de abertura “Jimii no Asa” ao rock de piano no encerramento “Nensho”, o cantor passeia por diversas influências do rock, sempre com um pé no próprio som cativante do B’z, mas com o outro no mundo que se abre quando se trabalha sozinho.

Basicamente um trabalho de pop rock com tendências para o hard, o disco se mantém constante, com algumas surpresas ao longo do caminho. Um trabalho impecável na guitarra de Ohka Yoshinobu divide espaço com um pegajoso riff eletrônico nos teclados em “Golden Road” Cordas tocantes e femininas de Hiroko Ishikawa e a Lime Ladies Orchestra acompanham um sereno piano em “Nakinagara”. Os trabalhos no baixo em “Golden Road”, “Stay Free” e Bicycle Girl” e (as duas primeiras por Akihito Tokunaga e a última por Corey McCormick) surpreendem e remetem a Billy Sheehan, com quem o cantor já colaborou em algumas músicas do B’z.

Para os brasileiros, as faixas “Cross Creek”, “Bicycle Girl” e “Kodoku no Susume” são motivo de orgulho: o responsável pelos bons riffs de guitarra é o músico Rafael Moreira, pouco conhecido no Brasil mas dono de evidente habilidade com as seis cordas.

Por incrível que pareça, o cantor não abusou de sua voz no disco. Com poucos dos gritos que ele usa no B’z, ele prefere ficar entre o calmo e o firme. Mas não ficou só na cantoria: na faixa de abertura e em “Cross Creek”, tocou guitarra. Em “Tomoyo”, mostrou sua habilidade com o violão. Até com a cítara elétrica ele lida, de novo na faixa de abertura.

Nota= 7,5. Sem revolucionar nem surpreender demais, Singing Bird entrega o que se espera de um álbum de rock “básico”, com momentos memoráveis e outros mais mornos. Como todo álbum solo que se preze, é pessoal e distante do som da banda principal do artista, e garante 50 minutos de boa música aos fãs.

Abaixo, o vídeo de “Nensho”:

Observação: Este álbum não é recente e foi lançado no dia 21 de maio de 2014. A demora em se publicar a resenha se deve à dificuldade em se conseguir um meio de ouvir o disco, o que somou-se a um período em que o autor do blog esteve muito atarefado.

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Uma resposta para “Resenha: Singing Bird – Koshi Inaba

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