Resenha: modeHuman – Far From Alaska

Breve histórico: fundado em 2012, este novíssimo quinteto brasileiro de grunge/rock alternativo oriundo de Natal, RN, começou a carreira arrebentando em 2013 com o EP Stereochrome, arrancando elogios de fãs e de blogs pela internet.

Reprodução da capa do álbum (© Deckdisc)

Reprodução da capa do álbum (© Deckdisc)

Como primeiro álbum, os natalenses lançam modeHuman, trabalho de 15 faixas bastante consistente, totalizando uma hora de muito peso e atitude, do começo ao fim (ou até quase o fim, como explicado no parágrafo seguinte). Apesar dos termos “grunge” e “rock alternativo” empregados no início do texto, não é tão fácil assim classificar o som do Far From Alaska – só ouvindo para ter a real dimensão. Você sentirá aromas até de country, hard rock e metal progressivo ao dar “play” no álbum, que já está disponível para compra no iTunes e para audição no Deezer.

Apesar de todas as faixas seguirem mais ou menos a mesma linha, há alguns destaques, como as influências de Jack White em “About Knifes” (os fãs do guitarrista lembrarão imediatamente de “Icky Thump” ao ouvirem esta faixa), o técnico interlúdio progressivo em “The New Heal”, a eletrônica faixa título, e o belo solo de piano escondido aos 6:59 do enceramento “Monochrome”, contrastando com a crueza e agressividade do som apresentado até aqui.

Difícil dizer o que agrada mais no Far From Alaska: se o trabalho instrumental do trio Edu Filgueira (baixo), Rafael Brasil (guitarra) e Lauro Kirsh (bateria), entregando riffs e ritmos de rápida agradabilidade; se os teclados de Cris Botarelli, que dão um toque a mais de autenticidade ao som; ou se a voz marcante e agradável de Emmily Barreto, que está servindo como excelente cartão de visitas.

Nota = 8,5. Excelente estreia deste grupo potiguar. Você não encontrará muito facilmente outras bandas nacionais iniciando a carreira com material de tão impecável produção. Por cantar apenas em inglês, o Far From Alaska tem ainda grandes chances de conquistar o público estrangeiro no futuro.

Abaixo, o vídeo de “Thievery”:

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