Resenha: Shadows – Sinbreed

Breve histórico: Quase um projeto paralelo do Blind Guardian, o Sinbreed junta o guitarrista e o baterista do quarteto alemão com mais três talentosos músicos para formar um grupo de power metal com influências de HammerFall, Labyrinth e Helloween – o próprio vocalista, aliás, lembra bastante Andi Deris.

Reprodução da capa do álbum (© AFM Records)

Reprodução da capa do álbum (© AFM Records)

Será que ainda vale a pena comentar o quão saturado está o estilo do power metal hoje em dia? Nesta resenha, talvez não. Porque este álbum, mesmo que não traga praticamente nada de novo, é um trabalho original em seu próprio mérito e de muita qualidade – qualidade rara de se ver hoje em bandas novas.

Bom, mas chamar o Sinbreed de “novo” seria covardia. Os membros não caíram do céu; o baterista e um dos guitarristas são ninguém menos que Marcus Siepen e Frederik Ehmkeo, membros do Blind Guardan. O vocalista Herbie Langhans tem experiência à frente de duas bandas (Beyond the Bridge e Seventh Avenue). O baixista e o outro guitarrista são mais novatos, e nem por isso menos competentes.

As faixas de Shadows são tão consistentes que nem há muito sentido em se comentar uma por uma. Até as baladas lentas, que nenhuma banda de power metal dispensa atualmente, estão ausentes aqui. Honestamente? Não fazem falta. Ficaria até estranho algo assim nesta banda, ainda que os membros já tenham feito isso em seus outros grupos.

Difícil dizer quem mais se destacou em Shadows: se a dupla das cordas Marcus e Flo Laurin mais o baixista Alexander Schulz, com riffs muitíssimo bem trabalhados; se o vocalista Herbie e sua voz poderosa e agressiva; ou se o bateria Frederik, que não se limitou a apenas marcar o ritmo da música: fez questão que o fã se lembrasse dele a cada virada, a cada golpe no prato.

Qualquer dúvida sobre a qualidade deste disco pode ser sanada com “Bleed”, “Call to Arms”, “Black Death” ou “London Moon”.

Nota = 8,5. Shadows é um álbum 8 ou 80, como os do AC/DC. Se você gostar da primeira faixa, gostará das outras. Se não gostar, é melhor nem ouvir o resto. “Você está querendo dizer que o álbum é repetitivo?” – sim, estou. Mas quando a fórmula é boa, que mal tem?

Abaixo o vídeo de “Bleed”:

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