Resenha: Dispelling the Veil of Illusions – 4th Dimension

Breve histórico: jovem quinteto italiano de power metal, não causou lá muito impacto com seu disco de estreia The White Path to Rebirth (2011), mas merecia mais destaque pela qualidade dos músicos e das faixas, numa época de tamanha saturação do gênero.

Reprodução da capa do álbum (© Power Prog Records)

Reprodução da capa do álbum (© Power Prog Records)

O 4th Dimension chega ao ano da Copa com seu segundo disco, Dispelling the Veil of Illusions. O álbum é tão breve que chega a desanimar: pouco menos de 40 minutos de música distribuídos em dez faixas (bingo, cada uma tem em média quatro minutos).

Bastante consistente, as faixas do disco não variam muito. Com exceção da introdução “Veil 3102” e das baladas “Memoirs of the Abyss” e “Away”, temos um álbum composto basicamente por trabalhos breves de power metal do tipo mais melódico.

Enquanto o guitarrista Michele Segafredo traz riffs interessantes na sua guitarra, o tecladista Talete Fusaro encheu o álbum de sons eletrônicos, diminuindo um pouco as partes sinfônicas. Misturar música eletrônica com power metal não é bem uma novidade; vide bandas como DragonForce e Dreamtale. Aqui neste disco, o uso pode ter sido excessivo, e, em alguns casos, até dispensável. Um pouco mais das clássicas camadas de cordas faria bem ao som do grupo, que praticamente pede tais timbres. Curioso notar também que quase todas as faixas do disco terminam de forma abrupta.

A banda como um todo mostrou-se competente, e as faixas provavelmente farão com que os fãs desta vertente sorriam. A qualidade é óbvia e indiscutível. O que faz o disco perder pontos é a falta do “fator impacto”, algo já ausente no trabalho anterior, The White Path to Rebirth. E, para uma banda nova, isto pode ser fatal. Grupos como Stratovarius, Sonata Arctica e Rhapsody of Fire podem se dar ao luxo de fazer mais do mesmo. Um 4th Dimension, não.

Nota = 7,0. Conquanto a banda tenha entregue um trabalho razoável, fica aquela sensação de que tudo foi muito breve (menos de 40 minutos de música, repito), repetitivo (faixas de mesma duração, de mesma estrutura e de certa forma até enjoativas) e manjado. Não que uma banda seja uma empresa que precise se destacar entre as concorrentes, mas fica a pergunta: o que os jovens do 4th Dimension estão trazendo de novo para o oceano sem fim de bandas de power metal?

Abaixo, o vídeo de “Kingdom of Thyne Illusions”:

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