Resenha: Into the Maelstrom – Bigelf

Breve histórico: Ainda relativamente desconhecido, o Bigelf é uma revelação do rock psicodélico/progressivo. Misturando Pink Floyd, Beatles da era Sgt. Peppers e um pouco disso e daquilo, o Bigelf (que é praticamente um projeto solo do vocalista, tecladista e guitarrista Damon Fox) anda chamando a atenção de ouvidos sensíveis a um som das antigas.

Reprodução da capa do álbum (© Inside Out Music)

Reprodução da capa do álbum (© Inside Out Music)

Após romper com o baterista Steve Frothingham e o guitarrista Ace Mark, que tocaram nos últimos dois álbuns do Bigelf, o líder Damon Fox (vocais, teclados, guitarra) deixou a banda um pouco de lado. Foi convencido a retomá-la por ninguém menos que Mike Portnoy, renomado baterista com quem ele manteve contato desde sua conturbada saída do Dream Theater. O resultado da amizade foi a participação do próprio Mike no álbum. O baixista Duffy Snowhill, membro já antigo, e o guitarrista Luis Maldonado completam a formação.

O álbum aposta predominantemente em faixas tipicamente Bigelfianas como a introdução “Incredible Time Machine”, “The Professor & The Madman” e “Vertigod”, fazendo dele um disco pouco surpreendente considerando os 5,5 anos de espaçamento entre ele e o trabalho anterior. O que não é necessariamente ruim para uma banda de um som único que é reconhecido no primeiro ou segundo acorde.

De qualquer maneira, o álbum de fato traz alguns momentos de evolução musical, como em “Hypersleep”, com um riff que se equilibra entre o hard, o grunge e o blues, sem perder os toques psicodélicos. Ou “Alien Frequency”, com um baixo tão proeminente que até parece que Mike Portnoy trouxe umas influências de sua atual banda The Winery Dogs. Ou “High”, a segunda mais longa, com riffs bem progressivos e um excelente trabalho do baterista, fazendo desta um dos pontos altos do disco e um chamariz para fãs do metal progressivo, um território fértil para o Bigelf – não por um acaso, a banda é parte da lista de participantes do cruzeiro Progressive Nation at Sea.

Outras faixas dignas de nota são “Theater of Dreams”, na qual o meu sensor de Beatles explodiu; “Mr. Harry McQuhae”, com um inspirado solo de encerramento; a já citada “Vertigod”, com um interessante trabalho multi-vocal ao final; e “Edge of Oblivion”, onde os vocais mais uma vez se destacam e, desta vez, por incrível que pareça, lembram o Gorillaz.

Nota = 8,0. Os quase seis anos de distância entre Cheat the Galows e Into the Maelstrom não significaram grandes mudanças no som do Bigelf, o que é bom – em time que está ganhando, não é bom mexer mesmo. Mas não custa apontar que quatro álbuns em duas décadas é um ritmo demasiadamente lento, e o Bigelf (leia-se Damon Fox) poderia investir mais tempo e tornar-se mais regular e presente.

Abaixo, o lyric video de “Control Freak”:

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