Resenha: Dawn of the Brave – van Canto

Breve histórico: único exemplar de sua “espécie”, o van Canto é um sexteto alemão formado em 2006 que dispensa guitarras, baixos e teclados. O único instrumento é a bateria. Os outros cinco membros cantam, três deles imitando o que seriam guitarras e baixos. Com direito a solos e distorções. Desprezados por uns, amados por outros, é certo que o grupo já conquistou seu espaço no mercado e na comunidade do metal e agora se preocupa apenas em continuar relevante.

Reprodução da capa do álbum (© Napalm Death)

Reprodução da capa do álbum (© Napalm Death)

Apostando em sua velha fórmula, o van Canto chega a seu quinto álbum com as mesmas letras oriundas de um cruzamento do Manowar com o DragonForce, e o mesmo esquema de fazer vários covers a cappella com clássicos da música. O que muda são os riffs, agora mais ousados. Outra mudança marcante é a ausência de músicos convidados, como constaram nos últimos três discos. Ou melhor: há convidados, mas são os próprios fãs: cerca de 200 admiradores do sexteto tiveram a oportunidade de gravar um coral para o disco.

E o que a banda mais vocal do metal tem para nos dizer em 2014? Algo que vale a pena ser ouvido, sem dúvidas. Pela primeira vez desde seu álbum de estreia, o grupo investiu em uma introdução, o que foi um tiro certo: épica e empolgante, a faixa-título cumpre seu dever de abertura. Mas segue para uma faixa mais morna, “Fight for Your Rights”.

No decorrer do álbum, alternam faixas mornas e alguns grandes momentos, como “To the Mountains”, com um ótimo riff e solo; “Badaboom”, faixa poderosa que foi lançada como single com direto a um bem-humorado clipe; “Steel Breaker”, com um dos melhores trabalhos “instrumentais” apresentados pela banda até hoje; e “Into the West”, velha conhecida dos fãs de Senhor dos Anéis, que recebe aqui uma versão de tirar o fôlego.

De resto, as faixas são mais mornas, mas cada qual com seu charme e com total capacidade de fazer os fãs sorrirem. Por ser uma banda muito particular, o van Canto criou uma comunidade de admiradores, e tem conseguido agradá-la a cada disco lançado. Ponto para eles.

Não podemos deixar de mencionar os outros covers, responsáveis por quase um quarto do disco. O mais notório deles talvez seja o do hit “Paranoid”, do Black Sabbath. Mas não chega a ofuscar a versão improvável de “The Final Countdown” e “Holding Out for a Hero”.

Nota = 8. Apesar de a fórmula do van Canto estar começando a dar sinais de esgotamento, é fato que a banda, ciente disso ou não, está sempre buscando novos caminhos em cada disco, e isto precisa ser louvado. A despeito de metaleiros chatos e conservadores que se recusam a respeitar uma banda que não leva guitarras para o palco, o van Canto mostra mais uma vez que veio para ficar.

Abaixo, o vídeo de “Badaboom”, com direito a sósias de Ozzy Osbourne, Lars Ulrich e Joakim Brodén:

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