Resenha: Gavin DeGraw consegue tocar a alma com “Make a Move”

Breve histórico: Gavin DeGraw é um jovem pianista e cantor do estado de Nova Iorque, Estados Unidos. Começou fazendo um som próximo do pop/indie rock, mas hoje faz algo muito mais puxado para o soul, ou blue-eyed soul, como alguns dizem. Quase tudo o que ele faz são baladas românticas, mas sem ser necessariamente pegajoso ou meloso.

Reprodução da capa do álbum (© RCA)

Reprodução da capa do álbum (© RCA)

Embora alguns fãs sejam muito saudosos do som mais antigo de Gavin, é curiosa e louvável a evolução que ele apresenta ao longo de sua carreira de cinco discos de estúdio. Independentemente do quão diferente seja a direção que tenha seguido, acertou.

E Make a Move é mais um marco desse acerto. O título do disco dá a dica para o conteúdo das músicas. A maior parte das letras fala de atitude e determinação. A chance para que isso resulte em clichês é altíssima, e, de certa forma, Gavin realmente deixou de fazer um trabalho original – mas isso não estraga o produto final, que continua sendo um soul de boa qualidade.

A maior parte das faixas são baladas emotivas, com destaque para “Finest Hour”, “Who’s Gonna Save Us” e “Everything Will Change”. Há baladas mais cativantes como a faixa-título e “Need”. E há ainda algumas faixas especiais. É o caso da abertura e single “Best I Ever Had”, a mais alegre do disco, onde o piano de Gavin dá lugar a metais que marcam a canção de letra meio sem nexo. Já “Every Little Bit” não tem nada de soul – na verdade, resgata o som inicial de sua carreira, para deleite dos fãs mais nostálgicos.

Make a Move é um disco que chegou sem muito alarde – note o atraso entre o lançamento e a publicação desta resenha. Um trabalho de marketing condizente com a qualidade do álbum não faria mal. De qualquer forma, a maneira como o disco foi divulgado não muda a análise do blog com relação ao trabalho: ele está bom, muito bom.

Nota = 8,5. Não que seja um marco em sua carreira, mas ao menos consolida Gavin como uma das figuras mais promissoras e marcantes do chamado blue-eyed soul. Música boa que certamente tocará a alma do ouvinte.

Abaixo, o lyric video de “Best I Ever Had”:

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Uma resposta para “Resenha: Gavin DeGraw consegue tocar a alma com “Make a Move”

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