Resenha: Em “Atomic Ark”, LALU mostra como ser breve e progressivo ao mesmo tempo

Breve histórico: LALU é o projeto solo de metal progressivo do tecladista e compositor francês Vivien Lalu. Ainda pouco conhecido, lançou há oito anos o muito elogiado Oniric Metal e retorna agora com Atomic Ark.

Reprodução da capa do álbum (© Sensory Records)

Reprodução da capa do álbum (© Sensory Records)

A primeira característica que chama a atenção no projeto é o time. Como músicos fixos, Lalu (que cuida dos teclados) contratou o vocalista Martin LeMar (Mekong Delta), o baixista Mike LePond (Symphony X), o guitarrista Simone Mularoni (DGM, e não, não é uma mulher) e o baterista Virgil Donati (Planet X). Como convidados, o álbum traz ainda os tecladistas Jens Johansson (Stratovarius) e Jordan Rudess (Dream Theater); os guitarristas Joop Wolters (Shadrane) e Marco Sfogli (James LaBrie); o vocalista Mike Andersson (Cloudscape) e o baterista Peter Wildoer (James LaBrie). E todos muito bem aproveitados ao longo da obra.

Obra que se inicia com uma sequência de três pauladas cruas e agressivas: “Greed”, “War on Animals” e “Tatonka”. Jens Johansson já deu sua primeira contribuição logo na primeira faixa.

“Mirror Prison”, acústica e breve, faz a ponte para uma sequência de faixas mais sofisticadas: “Deep Blue”; “Bast”, que conseguiu apertar em quatro minutos uma mistura de metal progressivo com música clássica e death metal; “Memento” e “Follow the Line”, dinâmicas e com mais solos de Jens; e “Slaughtered”, com um solo de Marco Sfogli e dois seguidos de Jordan Rudess, sendo o segundo notavelmente parecido com o que ele toca aos 2:32 de “The Dance of Eternity”, do Dream Theater.

O álbum é fechado com uma faixa de 19,5 minutos, “Revelations”. Um trabalho com tudo a que uma canção épica tem direito, incluindo uma introdução de três minutos de piano solo, ao melhor estilo Chopin, e várias passagens de diferentes pesos, velocidades e climas.

Com exceção deste encerramento, nenhuma faixa passa muito dos quatro minutos. Algo não muito comum em um trabalho de metal progressivo. Aqui, a ideia deu certo. As faixas vão direto ao ponto, boa parte sem introduções e sem longas passagens instrumentais. Muitas bandas progressivas que tentam ir por este caminho acabam soando simplórias e sem criatividade; aqui, isto certamente não ocorreu.

Nota = 9. Setembro com certeza está sendo o mês do metal progressivo. No começo do mês, tivemos o lançamento do The Mountain, do Haken (resenhado neste blog). Chegamos agora a Atomic Ark, que, assim como o terceiro trabalho do Haken, não deve ser encarado como um mero “aperitivo” para o álbum autointitulado do Dream Theater, e sim como algo a ser apreciado independentemente do aguardado lançamento a ocorrer no fim deste mesmo mês. Aliás, o próprio Vivien Lalu brinca com isso em sua página oficial do Facebook.

Abaixo, um vídeo promocional de “Slaughtered”:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s