Resenha: “The Mountain” consolida Haken como potência do metal progressivo

Breve histórico: Haken é um sexteto britânico de metal progressivo fundado em 2007. Dois de seus membros, o guitarrista/tecladista Richard Henshall e o baixista Thomas MacLean, também tocam no conjunto To-Mera, do mesmo estilo. A banda é uma das maiores promessas do prog, se é que já não pode ser considerada um nome consolidado do gênero – embora ainda não gozem de nem 10% do prestígio e fama de grupos como Dream Theater.

Reprodução da capa do álbum (© InsideOut Music)

Reprodução da capa do álbum (© InsideOut Music)

Enfim, ao que interessa: The Mountain é o terceiro disco deste jovem grupo. O trabalho tem uma proposta meio ambiciosa, segundo declaração dos guitarristas Richard e Charlie Griffiths no site oficial da banda: “[The Mountain] reflete as provas e aflições da vida. Liricamente, fizemos bastantes buscas na alma, o que deu a este álbum uma profundidade emocional com a qual nós temos certeza que nossos fãs irão realmente se relacionar, qualquer que seja a montanha que eles estejam escalando. Musicalmente, as novas canções são mais cruas e emocionais do que qualquer coisa que nós criamos no passado. Todos os elementos essenciais do nosso som ainda estão ali, mas nós os entregamos de um jeito mais enérgico e focado.”

Dito e feito: cada faixa do álbum tem seu clima próprio. “Atlas Stone”, precedida pela serena introdução “The Path”, é frenética e cativante. A dinâmica “Cockroach King” vem logo em seguida, trazendo já um dos pontos altos do disco e misturando elementos: um pouco de a cappella no começo e no fim, riffs agressivos e passagens mais leves e técnicas, recurso característico da banda. Combinações variadas assim se repetem em “Falling Back to Earth”, a mais longa; “Pareidolia”, claramente influenciada por A Dramatic Turn of Events, do Dream Theater (porcamente resenhado neste blog); e “Somebody”.

Já em faixas como “In Memorian” e “Because It’s There” (esta última com uma introdução a capella que lembra muito o Symphony X em “The Divine Wings of Tragedy”), a banda espreme o mesmo tipo de trabalho em faixas econômicas, mostrando que é perfeitamente possível ser progressivo em pouco mais de quatro minutos.

Como faixas bônus, a edição limitada do disco traz uma versão instrumental e levemente alterada da abertura “The Path” (aqui chamada de “The Path Unbeaten”) e uma faixa extra, “Nobody”.

Muitos (inclusive este que vos escreve) esperavam que este álbum fosse ser um mero “aperitivo” para o aguardadíssimo Dream Theater. Ledo engano. The Mountain é um prato principal que se sustenta sozinho. O fato de ele ser lançado no mesmo mês do novo Dream Theater é apenas um detalhe.

Nota = 9. Fazendo uma música tão grandiosa quanto o acidente geográfico que dá nome ao álbum, o Haken mostrou novamente estar no nível das lendas do metal progressivo, restando apenas receber o reconhecimento que merecem. Não por um acaso, este é o primeiro trabalho lançado com a gravadora InsideOut Music, especializada em bandas progressivas e dona de um catálogo para ninguém botar defeito.

Abaixo, o vídeo de “Pareidolia”:

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2 Respostas para “Resenha: “The Mountain” consolida Haken como potência do metal progressivo

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