Resenha: Airbourne começa a se emancipar do som do AC/DC em “Black Dog Barking”

Breve histórico: Famoso por “imitar” o som do AC/DC, apesar de ter influências de outras bandas como Def Leppard, este quarteto australiano vem conquistando admiradores com seu hard rock agressivo e direto. Tiveram ajuda da indústria dos games para ampliar a legião de fãs: suas músicas figuram nas trilhas sonoras de jogos como Guitar Hero, Skate e Need for Speed.

Reprodução da capa do álbum (© Roadrunner Records)

Reprodução da capa do álbum (© Roadrunner Records)

Três anos após seu segundo disco de estúdio, o Airbourne retorna com Black Dog Barking. Segundo eles, o trabalho foi feito com muito esforço por parte da banda e do pessoal de estúdio. E isso não é difícil de perceber: o som está bastante polido, os instrumentos estão perfeitamente equalizados, enfim, não há nada aqui que deixe a desejar.

Quando à música, nada de novo: o bom e velho hard rock clássico. Contudo, algo chama a atenção aqui: o quarteto parece querer se distanciar um pouco do som do AC/DC. Não que a sonoridade não continue sendo parecida. Mas são notáveis algumas doses diminutas de outros sons aqui e ali. Em “Back in the Game”, por exemplo, é possível perceber um pouquinho de glam. Já em “Hungry”, a abertura traz uns toques curiosos de música espanhola. É assim, de pouco em pouco, que a banda começa a criar um som cada vez mais particular, sem deixar de escancarar suas influências.

Afora isso, não há muito o que comentar sobre o álbum. Com pouco menos de 35 minutos de duração (sem contar faixas-bônus), é um trabalho curto; na verdade, é o mais compacto dos três discos da banda. Mas não deixa der ser um bom lançamento. O grupo mais uma vez soube combinar riffs nervosos, solos respeitáveis e vocais rasgados numa música que deve agradar aos fãs, conquistar alguns novos e conseguir algum sucesso nas paradas.

Nota = 8,0. Agradável, Black Dog Barking é o terceiro golpe do Airbourne na cara dos que decretaram prematuramente a morte do rock ‘n’ roll. O autor da resenha recomenda o mesmo que a própria banda indicou: abra uma cerveja, aumente o volume e divirta-se com as dez faixas do disco.

Abaixo, o single “Live it Up”:

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