Resenha: Tony Scalzo faz uma boa estreia solo com “My Favorite Year”

Breve histórico: Tony Scalzo é um havaiano “naturalizado” no Texas que desde 1994 canta, toca baixo, teclado, violão e guitarra no trio de pop rock Fastball. Enquanto a banda não lança nada novo desde 2009, ele andou ocupado fazendo shows por aí e preparando seu primeiro disco solo, que chega em maio pela East Liberty Records.

Reprodução da capa do álbum ((© East Liberty Records)

Reprodução da capa do álbum ((© East Liberty Records)

Em My Favorite Year, Tony fez majoritariamente músicas em primeira pessoa – o álbum soa mais como uma mensagem pessoal do que uma reles coletânea de músicas criadas sem os colegas de banda. O disco foi feito com a ajuda prévia dos fãs: Tony iniciou uma campanha de arrecadação de fundos no estilo PledgeMusic para conseguir dinheiro o suficiente para gravar o trabalho. Apesar disso, quando o álbum ficou pronto, ele ainda cobrou pelo seu download, e um preço até meio salgadinho: 15 dólares. Para efeito de comparação, o mais recente disco do quarteto australiano de hard rock Airbourne está custando 12 dólares na pré-venda do iTunes, e ainda tem uma faixa a mais.

Caro ou não, o álbum vale a pena. Ele desvia do som tradicional do Fastball, mas o fã atento não demorará a perceber os toques de Tony. É um trabalho bem leve, que flutua entre o indie, o alternativo, o pop, o southern, o blues e mais um tanto de subgêneros populares no Texas. Logo, agradará a ouvidos diversos, apesar de que provavelmente não alcançará nenhuma parada nem será muito divulgado por aí.

Vale destacar que, apesar de ser um multi-instrumentista, Tony não trabalhou sozinho no álbum. Além dele, outros 14 músicos ajudaram com seus talentos, a maioria não muito conhecida. Uma das exceções é Matt Hubbard, famoso pelos trabalhos com Willie Nelson e os 7 Walkers. O músico, que já tocou gaita no quarto disco do Fastball, Keep Your Wig On, contribui aqui na faixa “Free World” tocando trombone e harmônio (uma espécie de órgão). A outra exceção é Ian McLagan, que já trabalhou com nomes como Rod Stewart, The Rolling Stones e Izzy Stradlin, entre outros. No disco, ele participa de “Forever Girl”, tocando um belo arranjo de órgão.

Miles Zuniga, colega de banda com quem Tony divide as guitarras e os vocais do Fastaball, também deu as caras no disco, contribuindo com a composição de “Ziggy” e “Free World”. Além destas, só duas outras faixas são feitas parcerias (que incluem nomes como Chris Stills e Britt Daniel). Todas as outras são assinadas apenas por Tony.

Há músicas para todos os gostos aqui; os destaques ficam por conta da abertura “Love Lost”, “Halfway Girl”, “Reality”, “Bed I Made” e o encerramento “Last Word”. Um álbum para se ouvir na estrada, no jardim, no metrô, onde se quiser. Para comprar a versão digital do disco, é só acessar a loja oficial do músico.

Nota = 8,0. Por mais estranho que possa parecer, My Favorite Year soa ao mesmo tempo simples e sofisticado. Simples pela pessoalidade, pela duração das faixas e pelo som digerível e acessível a qualquer ouvinte. Sofisticado pela variedade de estilos e pela riqueza trazida pelos convidados.

Como não há clipes para as músicas do álbum ainda, fique com esta versão ao vivo de “Ziggy”, após uma rápida entrevista com o músico:

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