Dez combinações vocais que deram muito certo no rock/metal

Este post foi concebido mentalmente há muitos meses, mas sempre tive preguiça de terminá-lo. Quando o mês de julho foi se aproximando, resolvi que ia publicá-lo no dia 13/7, ou seja, Dia Mundial do Rock. Antes de mais nada, devo avisar que ele vai entrar em conflito com o meu post do mesmo tema do ano passado, pois no final do mesmo, eu disse que não havia sugerido bandas de heavy metal por acreditar que o estilo já é outra coisa além do rock. Contudo, já que os dois muitas vezes caminham lado a lado, resolvi ampliar o universo musical neste post aqui.

Não faltaram na história, felizmente, boas bandas de rock ou metal. A maioria delas traz sempre um vocalista e, às vezes, um ou mais backing vocalistas. Só que existem muitos grupos que se consagraram por meio de duas ou mais vozes cantando na mesma formação. Abaixo, seguem dez exemplos (na maioria duetos) de combinações tão harmoniosas quanto queijo e goiabada, arroz e feijão, cinema e pipoca, todos selecionados pelo Sinfonia de Ideias.

Nota: A lista foi montada em uma ordem aleatória. Ela não considera as seleções abaixo melhores do que qualquer outra, são apenas alguns exemplos que o autor considerou importantes e/ou bons.

1 – Simon & Garfunkel
Uma das duplas vocais mais famosas de todos os tempos e pioneiros do folk rock. É a melhor escolha para abrir esta lista, pois ficaram famosos justamente pela harmonização dos vocais, que fica evidente nesta apresentação recente ao vivo:

2 – Tony Scalzo & Miles Zuniga
São desconhecidos, mas a combinação soa tão bem quanto as mais famosas. Juntos com o baterista Joey Shuffield, eles formam o trio estadunidense Fastball, que gravou alguns álbuns nos anos 90 e 2000, todos com a mesma formação. A combinação de vozes e a instrumentalização tem uma certa influência dos Beatles. Esta apresentação não está com a melhor das qualidades, mas mostra que a harmonia também funciona bem ao vivo:

3 – Paul McCartney & John Lennon
E falando nos garotos de Liverpool…não se pode deixá-los de fora de nenhuma lista que fale de rock, certo? Os “fab four” tinham como uma das principais características o vocal dividido entre todos os integrantes, embora a maior parte ficasse a cargo de John e/ou Paul, com George Harrison e Ringo Starr ocasionalmente dando algumas contribuições como voz principal. O exemplo abaixo tem a parceria musical mais bem-sucedida de todos os tempos dividindo o microfone – literalmente.

4 – Serj Tankian & Daron Malakian
Eles são metade de um dos quartetos mais famoso da atualidade, o System of a Down, que passou pelo Brasil no ano passado. Dividem os vocais e, às vezes, as guitarras/violões, formando uma dupla de peso no cenário atual do heavy metal. Isso fica claro nesta gravação, que tem qualidade média, mas capta bem os motivos que os fazem merecer um lugar nesta lista.

5 – David Gilmour & Roger Waters
Se os discos do Pink Floyd tinham como uma de suas características os vocais divididos entre o baixista Roger Waters e o guitarrista David Gilmour, com o tecladista Richard Wright dando raras contribuições, o relacionamento entre os dois fora dos palcos (durante e após a carreira com o grupo) foi marcado por tensões. Mas como isso não é o foco deste post, vamos ao que interessa: Os vocais de uma das bandas mais importantes do século XX e da história do rock (especialmente o progressivo e o psicodélico).

6 – Chris Demakes & Roger Manganelli
Nem sempre esta dupla canta ao mesmo tempo, mas mesmo assim vale incluí-la aqui. Além de cuidar dos vocais, eles também tocam baixo (Roger) e guitarra (Chris) no quinteto estadunidense de ska punk Less Than Jake, que é complementado por um baterista, um saxofonista e um trompetista. Uma curiosidade: Roger nasceu em Porto Alegre! Abaixo um exemplo em que os dois cantam na mesma música, embora Roger cuide da maior parte.

7 – Arnaldo Antunes & Marisa Monte
Uma das duas vozes graves mais emblemáticas do Brasil (a outra sendo Zé Ramalho, cujo álbum mais recente também foi resenhado neste blog), Arnaldo Antunes teve uma carreira marcada por colaborações com Marisa Monte, que, com sua voz doce, contrasta com o vozeirão do ex-titã. Esta versão não é ao vivo, mas traz um contraste marcante.

8 – van Canto

Taí uma banda que dificilmente deixará de ser conhecida por ter mais de um vocalista na formação – afinal, cinco dos seis membros deste conjunto alemão cantam, sendo o baterista o único a ficar mudo. Mas só dois cantam “de verdade”. Os outros três fazem os riffs e solos de guitarra, além das linhas de baixo, que são tocadas, ou melhor, cantadas por outro brasileiro que faz sucesso com estrangeiros: Ingo “Ike” Sterzinger. Como isso soa? Aperte o play neste cover do Metallica e descubra!

9 – Titãs
A melhor banda de todos os tempos da última semana já chegou a ter nada menos que seis vocalistas na mesma formação (Arnaldo Antunes, Sérgio Britto, Branco Mello, Paulo Miklos, Ciro Pessoa e Nando Reis). Hoje, só Sérgio, Branco e Paulo ainda estão no grupo. Cada vocalista ficou registrado na história dos Titãs com pelo menos alguns sucessos radiofônicos, com exceção de Ciro Pessoa, que saiu da banda antes mesmo de lançarem seu primeiro álbum, apesar da obra ter trazido algumas composições do cantor, dentre as quais se destaca “Sonífera Ilha”, primeiro sucesso deles, que foi escrita por mais quatro pessoas. Difícil é achar uma música em que todos apareçam. Fiquemos com esta apresentação ao vivo, numa época já sem Nando Reis e Arnaldo Antunes.

10 – Nightwish
Desde a entrada de Marco Hietala no maior representante do metal sinfônico da atualidade, o grupo passou a contar com dois vocalistas na formação. Mas o cantor, que também é o baixista do quinteto, só começou a usar mais a sua voz nos álbuns da banda com a nova vocalista Anette Olzon, a saber, Dark Passion Play e Imaginaerum (resenhado neste blog). Desde então, o Nightwish tem combinado com sabedoria os vocais agressivos e rasgados de Marco com o canto belo e suave de Anette, sob o guarda-chuva do talento indiscutível do tecladista Tuomas Holopainen para compor. O exemplo abaixo não prima pela qualidade, mas é só para conferir que o nível não diminui ao vivo.

Ao som de Helloween.

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