Resenha: “Stones Grow Her Name” é uma mescla das fases anteriores do Sonata Arctica

Breve histórico: Sonata Arctica é um dos maiores grupos de power metal da atualidade. Naturais da Finlândia e influenciados pelas florestas geladas da Escandinávia, começaram a carreira com um power metal melódico bem típico, mas acabaram tornando seu som mais complexo e profundo nos álbuns seguintes, ainda que sem abandonar as raízes.

Reprodução da capa do álbum (© Nuclear Blast)

Inovação e diversidade são as melhores palavras para definir Stones Grow Her Name, sétimo trabalho de estúdio do Sonata Arctica, lançado cerca de dois anos e meio após The Days of Grays, um álbum sombrio, porém bem recebido pela mídia especializada. E numa era em que o power metal sofre com uma proliferação desenfreada de álbuns bons, porém previsíveis, inovar e diversificar têm sido as palavras-chave para ganhar a atenção do público.

Voltando ao álbum em si: Só de ver a lista de músicos convidados já se detecta um esforço em fazer algo diferente: Há violinistas, saxofonistas, trompetistas e até banjoístas na lista. E todos eles foram encaixados exatamente onde deveriam ser. Nenhuma música traz excessos nem forçações de barra, tornando este um disco muito sólido.

A primeira música a ser divulgada foi o single “I Have a Right”, introduzida por um riff de teclado que beira o eurodance (algo que não surpreende muito, posto que o vocalista Tony Kakko havia acabado de cantar em um single da dupla de música eletrônica Skylight) e marcada por um refrão pegajoso que soa como um desabafo. Não chamou muita a atenção, e está longe de mostrar o nível do álbum.

Este nível será percebido em canções como “Cinderblox”, que traz umas passagens muito interessantes de, digamos, “country metal”; “Don’t Be Mean”, com um belo violino; “Somewhere Close to You”, onde o tecladista Henrik Klingenberg fez um excelente trabalho nos teclados; e “Wildire II” e “III”, que combinam elementos de músicas anteriores em duas faixas de quase 8 minutos cada. Cada música merece ser ouvida com carinho, pois uma não se parece com a outra.

Mas não se engane – o nível deste álbum depende muito, mas não apenas dos convidados. O quinteto está muito bem “sozinho”, incluindo o guitarrista Elias Viljanen, que chega ao seu segundo álbum com o Sonata. Tony Kakko é outro membro que, como sempre, rouba a cena: Vai do grave ao agudo e do sereno ao agressivo numa mesma faixa sem desequilibrar a música.

Nota = 9,0. O Sonata Arctica lançou um trabalho para o qual muitos críticos e fãs vão tirar o chapéu – incluindo aqueles que preferem o som mais power metal que o grupo fazia no começo da carreira. Na verdade, cada tipo de fã da banda tem pelo menos uma faixa para apreciar aqui.

Abaixo, o vídeo do single “I Have a Right”:

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