Resenha: “Mylo Xyloto” é denso e positivo, duas marcas do Coldplay

Breve histórico: Coldplay é um daqueles grupos que o autor deste blog considera como “únicos” – palavra que aqui significa “nunca ouvi nada que soasse nem sequer próximo disso”. Formado em 1996 por Chris Martin (vocais, teclados, guitarra) e Jonny Buckland (guitarra) e reforçados mais tarde por Guy Berryman (baixo) e Will Champion (bateria), o grupo já ganhou diversos prêmios, vendeu milhões, virou freguês das principais paradas musicas do mundo e deixou sua marca na história da música contemporânea.

Reprodução da capa do álbum (© Parlophone)

Mylo Xyloto é um álbum carregado de energias positivas. É uma afirmação que soa brega e cafona, mas é real: As músicas são alegres, harmoniosas e parecem proporcionar uma sensação de bem-estar para quem as ouve (algo que o Coldplay já consegue fazer há tempos, diga-se de passagem). Na verdade, nem é preciso ouvir o álbum para saber que será uma experiência positiva: o título de algumas faixas (“A Hopeful Transmision”, “Up With the Birds”, “Don’t Let It Break Your Heart” e outras) já são uma dica para o teor do álbum.

O quinto álbum do Coldplay apresenta uma tracklist marcada tanto por canções alegres e cativantes (a maioria), como “Hurts Like Heaven”, “Charlie Brown” e o single “Every Teardrop is a Waterfall”; quanto composições mais “paradas” e simples, como “Up Against the World”, “U.F.O” e “Up in Flames”. Há também algumas surpresas, como “Major Minus”, que abre com um riff relativamente “tenso” no violão; e “Princess of China”, com a participação da cantora pop barbadiana Rihanna.

Escutar Mylo Xyloto é uma experiência cheia de cores e mais altos do que baixos. Quem assistiu à banda no Rock in Rio teve a oportunidade de ver o piano colorido de Chris Martin e as pichações do vocalista em painéis transparentes colocados no Palco Mundo; um prelúdio ao humor do álbum.

Nota = 9,0. Passando por cima de críticas infelizes que insinuam afirmam que o grupo tenta copiar o U2 e explorando novos sons, o Coldplay mostra em Mylo Xyloto uma banda independente, criativa e inovadora. Destaque para o primeiro single, “Every Teardrop is a Waterfall”, lançado em junho e introduzido por um riff que beira o pop, tirado do sucesso “I Go to Rio”, de Peter Allen e Adrienne Anderson; a participação inusitada de Rihanna em “Princess of China”; a distinta “Major Minus”; e a bela “Paradise”, que ganhou um vídeo tão bonito quanto (veja abaixo).

Abaixo, o vídeo de “Paradise”:

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2 Respostas para “Resenha: “Mylo Xyloto” é denso e positivo, duas marcas do Coldplay

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