Diverso, Age of the Joker mostra criatividade do Edguy

Breve histórico: Edguy é um dos muitos grupos alemães de power metal que ajudaram a difundir o gênero, pegando carona no sucesso de Helloween, Blind Guardian e Stratovarius. O vocalista e ex-baixista Tobias Sammet é o mais notável membro do grupo, não só pelo talento, mas também pelo projeto paralelo que lidera, o Avantasia, e também por participações em outros trabalhos.

Reprodução da capa do álbum (© Nuclear Blast)

Age of the Joker é sem dúvidas um trabalho bem produzido. Mistura a modernidade e a diversidade do último disco, Tinnitus Sanctus, com o peso de Mandrake e Hellfire Club, mas sem nenhuma grande mudança no som da banda. Os riffs, a batida e as melodias continuam inconfundíveis. Mesmo assim, há algumas pequenas novidades, a maioria trazida pelo tecladista convidado, Eddy Wrapiprou.

A faixa de abertura, “Robin Hood”, é aquela na qual a banda mais investiu: é a segunda mais longa do disco e a primeira a receber um vídeo, baseado nas aventuras do personagem que roubava dos ricos e dava aos pobres. Pena que é uma das mais fracas do álbum. “Nobody’s Hero”, a segunda, tem o dobro do peso e da energia.

“Rock of Cashel” traz o grupo dividindo espaço com uma gaita de foles, algo que a banda só faz raramente, como em “Jerusalem”, do Mandrake. Em seguida, vem a pesada “Pandora’s Box”, que fica no limite entre o heavy metal e o hard rock, com um toque curioso de música country estadunidense.

“Breathe” e “Two Out of Seven” são bem parecidas, marcadas por riffs eletrônicos no teclado que lembram de longe “Crestfallen”, do Avantasia. A lenta “Faces in the Darkness” apresenta contrastes entre passagens leves e pesadas, seguida pela rápida “The Arcane Guild”, na qual Eddy mostra seu talento no órgão, instrumento cujo potencial ainda é pouco explorado no power metal. A poderosa “Fire on the Downline” vem em seguida.

“Behind the Gates to Midnight World” é a mais longa do álbum, com quase nove minutos, que foram muito bem aproveitados pelo grupo. Novamente, Eddy faz um bom trabalho no órgão, e também no piano. Para fechar o álbum, a surpresa do Age of the Joker: “Every Night Without You”. Como o nome sugere, é uma balada. É como se a banda tivesse economizado quase 100% dos elementos de hard rock que mostravam nos álbuns anteriores para soltar tudo na faixa de encerramento, cuja emoção lembra as baladas do Bon Jovi, do Aerosmith e do Kiss.

Age of the Joker foi composto com criatividade: o ritmo e a base de cada música não traz nada de muito diferente com relação aos álbuns anteriores, mas quase todas as faixas apresentam alguma coisa que as torna únicas, e parte dessa inovação se deve ao trabalho do tecladista.

Nota = 8,5. Junto com Mandrake, Hellfire Club, Tinnitus Sanctus e Theatre of Salvation, será provavelmente considerado no futuro um dos melhores do Edguy.

Abaixo, a faixa “Behind the Gates to Midnight World”, uma das melhores do álbum:

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