Resenha: Com “Elysium”, o ano de 2011 começa bem para o metal

Breve histórico: Stratovarius é uma banda de power metal da Finlândia (país onde conjuntos de heavy metal dão em árvores). Foi formada em 1984, mesmo ano da banda alemã Helloween. O Stratovarius foi, por mais de duas décadas, o grupo principal de uma das maiores lendas vivas da guitarra: Timo Tolkki, que fundou o grupo mas deixou-o em 2008 e quase o levou ao fim devido a alguns desentendimentos.

Reprodução da capa do álbum (© Edel Music/Victor Entertainment)

O Stratovarius não esperou muito tempo para lançar seu décimo terceiro álbum de estúdio. Menos de dois anos separam Elysium de Polaris, mas dois fatos os unem notoriamente: são os primeiros álbuns sem Timo Tolkki e ambos trazem capas nas quais figura uma nave espacial em forma de estrela. A propósito, a capa de Elysium (criada por Gyula Havancsák) é talvez a mais bela das capas de álbuns do Stratovarius, seguida de perto pelas capas do Polaris, do Fourth Dimension e do Infinite.

A primeira faixa, “Darkest Hours”, lançada como single, já era conhecida dos fãs, pois um sample dela perambulou por aí na internet. Uma canção fraca para ser usada logo na abertura do disco, mas que não fica muito atrás do restante da obra. A faixa seguinte, “Under Flaming Skies”, já entusiasma um pouco mais quem ouve o álbum, mas o melhor ainda está por vir: “Infernal Maze”, a terceira canção de Elysium, traz o melhor do Stratovarius: introdução poderosa e épica, solos alucinantes e muita energia.

Em “Fairness Justified”, a energia inicial do disco é quebrada por uma canção-balada, quase sonolenta. O vigor dos finlandeses volta em “The Game Never Ends”, outra faixa com os elementos típicos da banda (velocidade, técnica, etc). A sexta e a sétima canções, “Lifetime in a Moment” e “Move the Mountain”, respectivamente, são faixas poderosas e lentas, nas quais se destaca a voz de Timo Kotipelto.

Por fim, a faixa-título, com longos 18 minutos (a mais longa canção já feita pelo grupo). Misturando todos os elementos apresentados nas músicas anteriores, “Elysium” fecha o disco com chave de ouro, apesar de não ser a melhor do álbum.

Nota final = 7,5. Talvez não seja o melhor álbum do grupo, mas não fez feio. Embora seja muito cedo para afirmar, tem potencial para ser um dos melhores lançamentos de heavy metal em 2011.

Abaixo, o vídeo de “Infernal Maze”, uma das melhores do álbum:

Anúncios

2 Respostas para “Resenha: Com “Elysium”, o ano de 2011 começa bem para o metal

  1. Pingback: Stratovarius supera a sua própria média com “Nemesis” | Sinfonia de Ideias

  2. Pingback: Milhões de Candy Cane Children órfãos (e outras reflexões) | Sinfonia de Ideias

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s