Crônicas de uma greve e de um primeiro dia de trabalho

É, já faz um tempo que não escrevo aqui…falta de assunto e de inspiração. Na verdade, assuntos até sobravam, o que não sobrava era uma luz que me guiasse a escrever decentemente sobre eles.

Primeiramente, greve na PUC, a controversa greve na PUC…quem diria que eu pagaria uma gorda mensalidade para paralisar minhas aulas em prol de um bem maior. Mas enfim, faz parte do aprendizado, enriquece o indivíduo e essa coisa toda que dizem por aí, e que é verdade. Sério.

O interessante da greve não é o movimento em si, mas sim o quanto ela serve para estudarmos o ser humano. Coisa que, aliás, todo jornalista acaba fazendo, gostando ou não. A greve foi uma amostra de movimento político, uma miniatura do que deveria ser o Brasil, ao meu ver. Temos um grande grupo de revoltados (do qual eu fiz parte, mesmo que moderadamente) que se une por causas legítimas. São os ditos “politizados”, o que não significa necessariamente “esquerdistas” (ainda bem). Um diminuto grupo de conformistas que não acham justo pagar para não ter aula. São os ditos “conservadores”. Um grupo considerável de vagais que traduziram greve como “férias” e ficaram em casa dormindo. São os chamados….”alienados”, o que não faz deles menos conformistas que os conservadores. A diferença é que os conservadores também se articulam, de maneira a equilibrar as forças no eterno embate esquerda x direita.

Após esse parágrafo bem brisado, permitam-me concluir explicitando aquilo que mais me chamou a atenção na greve: o quanto as pessoas mudam de atitude rapidamente sem motivo aparente…refiro-me às pessoas que sempre viram o curso como uma maravilha e de repente se abraçam na causa “PUC está ficando medíocre!”. Mais interessante ainda é ver certas pessoas que sabidamente não são lá muito amigas se juntando umas às outras em torno da causa. Comovente. Sério, acho bonito isso.

Por fim, comecei hoje meu estágio no Site da Granja. Não é uma Folha ou Estadão da vida, mas o ambiente cheio de telefones tocando, pessoas andando pra lá e pra cá, ordens diversas vindo de todos os lados e teclados sendo massacrados por dedos afoitos num incessante “tec-tec-tec-tec” me serviu de prelúdio para o que me espera no futuro. Não vou dizer que não é cansativo, mas que compensa depois, quando o trabalho está pronto, compensa.

Ao som de Zé Ramalho.

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