Resenha: “Victims of the Modern Age” vem ainda mais pesado que o antecessor

Breve histórico: Star One é um dos projetos musicais do multinstrumentista holandês Arjen Anthony Lucassen, responsável por outros trabalhos, como Ayreon, Guilt Machine e Ambeon. O grupo conta com um elenco musical de primeira: Russell Allen (do Symphony X), Damian Wilson (do Threshold), Floor Jansen, Joost van den Broek (ambos membros da última formação do After Forever), entre outros. Lançaram um álbum em 2002 (Space Metal), e, oito anos depois, o músico voltou a trabalhar num novo álbum, lançado ontem nos EUA como Victims of the Modern Age, disponível em streaming no site AOL Music.

Reprodução da capa do álbum (© InsideOut Records)

No trailer do álbum, anuncia-se que “Arjen Lucassen tem riffs e ele não tem medo de usá-los”. Isso se comprova já na segunda faixa do álbum, “Digital Rain” (precedida por uma rápida introdução, “Down the Rabbit Hole”), onde um riff bem agressivo abre o disco e empolga o ouvinte. Em seguida, “Earth That Was” vem com um ritmo mais calmo, sucedida de “Victims of the Modern Age”, que traz de volta a agressividade e o peso, com letras baseadas no clássico filme Laranja Mecânica. “Human See, Human Do” lembra “Set Your Controls”, do álbum anterior: rápida e nervosa. “24 Hours” é talvez a faixa mais leve de Victims of the Modern Age, mesmo sem perder os tais riffs que Arjen não tem medo de usar. “Cassandra Complex” apresenta um dueto entre Damian Wilson e Floor Jansen e “It’s Alive, She’s Alive, We’re Alive” traz um dos sempre alucinantes solos de teclado de Joost van den Broek. Para finalizar o disco, “It All Ends Here”, uma faixa longa e dinâmica.

Nota = 8,0. Como sugerido anteriormente, o álbum é agressivo, talvez mais até do que o anterior. A essência do Star One ainda está aí: letras baseadas em filmes de ficção, músicos talentosos, atmosfera espacial, sombria e futurista. Mas agora, oito anos depois do primeiro trabalho, após se dedicar a álbuns do Ayreon, do Stream of Passion e do Guilt Machine, Arjen adquiriu mais maturidade e experiência para enriquecer o já bem-bolado som de Star One.

Abaixo, o vídeo de “Human See, Human Do”, uma das melhores do álbum:

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2 Respostas para “Resenha: “Victims of the Modern Age” vem ainda mais pesado que o antecessor

  1. Pingback: “Lost in the New Real”: mais um bom trabalho de Arjen Anthony Lucassen | Sinfonia de Ideias

  2. Realmente muito bom, só não achei sensacional porque o primeiro cd é um dos meus preferidos, então sempre se espera algo super hiper duper! Mas ainda sim, vale a pena ouvir e reouvir e triouvir…. hahahaha

    abraço

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